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Polícia Civil identifica suspeitos de enterrar cachorros vivos

Criminosos no Rio de Janeiro irão responder por maus-tratos e abandono de animais

Na imagem um cachorro branco ao lado de um porte de ração. E outro malhado, branco e preto, com lesão nos olhos
Depois de serem enterrados vivos, Thor e Kiara passaram por cuidados em uma clínica veterinária. Em tratamento contra parvovirose, quando estiverem recuperados, serão colocados para adoção | Foto: Reprodução/RJTV

A Polícia Civil identificou, nesta segunda-feira, 26, quatro suspeitos de enterrar dois cachorros vivos em Pedra de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. Os animais foram encontrados e resgatados por pescadores da região, muito debilitados, às margens do Rio Piraquê.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPM) indica como responsáveis as tutoras dos animais, Sirley Sobrera, 69 anos, e Rita de Cássia, 53 anos. De acordo com os agentes, elas pagaram cerca de R$ 300 para o pedreiro Carlos Augusto de Oliveira, conhecido como “Mineiro”, matar e enterrar os cães.

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Outro homem, chamado Miguel Domingues, ajudou as mulheres a colocarem os animais dentro do carro de Sirley. Segundo a investigação, depois de amarrar os bichos, o pedreiro Oliveira colocou-os ainda vivos em sacos de ração e enterrou em uma área de mangue. A intenção era afogá-los quando a maré subisse.

A frieza ao enterrarem os cachorros vivos

O inquérito está apto, de acordo com o delegado André Prates. Esta semana haverá relato e submissão ao Ministério Público | Foto: Reprodução/Freepik

Conforme noticiado pelo RJTV, logo depois do resgate de Thor e Kiara, eles passaram por cuidados em uma clínica veterinária. Receberam soro e demais medicações, além de cuidados às lesões na pele e olhos. 

Diagnosticados com parvovirose canina, doença grave que afeta o sistema gastrointestinal, os animais estão em fase de recuperação. Assim que estiverem saudáveis, estarão aptos para para adoção.

Leia também: “Tarcísio de Freitas sanciona lei para garantir bem-estar de cães e gatos em São Paulo”

O delegado do caso, André Prates, afirma que os envolvidos não mostraram arrependimento algum pelo crime. “Vi uma frieza incomum, uma indignação de o plano não ter dado certo”, relatou ao portal g1. “Não foi possível auto de prisão em flagrante pelo decurso do tempo.”

O inquérito está apto, de acordo com Prates. O documento será relatado e submetido ao Ministério Público do Rio de Janeiro e à Justiça. Os envolvidos vão responder por maus-tratos e abandono de animais.

Leia também: “Nova lei que obriga veterinários a denunciar maus-tratos de animais”

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