Nesta terça-feira, 16, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que a Polícia Civil já identificou um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.
O crime ocorreu na segunda-feira 15, em Praia Grande, litoral paulista. A polícia investiga outros cinco suspeitos.
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O corpo de Ferraz Fontes foi velado na manhã desta terça-feira, 16, na Assembleia Legislativa do Estado. O sepultamento está marcado para as 16 horas, no Cemitério da Paz Morumbi, na zona sul da capital.
Equipes da Força-Tarefa montada para apurar o homicídio investigam se há ligação com um líder do PCC que deixou um presídio federal há cerca de um mês.
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Linhas de investigação e histórico do ex-delegado
As investigações consideram como principais linhas a possibilidade de represália do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou retaliação à atuação de Fontes como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, função exercida desde 2023.
Fontes construiu carreira no combate ao crime organizado. Em 2006, foi responsável por indiciar toda a liderança do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Em 2019, Fontes ocupava o cargo de delegado-geral quando a Justiça transferiu Marcola para um presídio federal, posição que manteve até 2022.
Outra linha investigativa considera a hipótese de que o crime tenha relação com uma licitação que teria prejudicado interesses ligados a organizações criminosas.
No momento do ataque, Fontes deixava o trabalho na prefeitura. Ele colidiu com um ônibus ao tentar fugir dos criminosos.
Dr Ruy, ex Delegado Geral, policial que sempre enfrentou o PCC, foi executado pelo crime organizado na baixada Santista. Vocês, defensores bandidos, políticos que defendem o crime e juízes complacentes com a criminalidade, saibam, que o sangue de milhares de vítimas estão em… pic.twitter.com/CPVDuZBk3a
— DELEGADO PALUMBO (@delegadopalumbo) September 15, 2025
Ação coordenada
De acordo com informações dos investigadores, as imagens do crime mostram ação coordenada: três homens armados com fuzis desceram do carro para executar o ex-delegado, enquanto um quarto ficou no veículo dando cobertura.
O carro de Fontes, um Fiat Argo preto, não tinha blindagem.
Posteriormente, os criminosos incendiaram e abandonaram um dos veículos utilizados no crime. Uma mulher e um filho de Fontes ficaram feridos durante o ataque.
O caso está registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio de outros departamentos.
O Ministério Público, por meio do Gaeco, já havia apontado que Marcola ordenou ataques a agentes públicos, incluindo Fontes. Segundo promotores, “tudo indica que foi um crime de máfia”.
Antecedentes de violência
O ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes sofreu outros episódios de violência.
Em dezembro de 2023, durante um assalto no litoral, bandidos ameaçaram Fontes. Na ocasião, os criminosos roubaram alguns bens que, posteriormente, foram recuperados.
Antes disso, em 2020, ele reagiu a uma emboscada no Ipiranga e baleou um dos criminosos. Já em 2012, dois homens abordaram Fontes na Via Anchieta, no ABC.
Leia também: “Os bárbaros”, artigo de Rodrigo Constantino, publicado na Edição 284 da Revista Oeste









































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