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Policiais criaram rede de proteção para o PCC, diz MP-SP

Promotores pedem a condenação de 11 réus em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro e cobram R$ 440 milhões

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Em 2006, o PCC aterrorizou São Paulo com ataques coordenados | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em alegações finais de um processo penal, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que os acusados de integrar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, incluindo policiais civis, promoveram a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) desde 2018. A informação é da CNN Brasil.

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) lidera a denúncia contra 11 réus. Os promotores exigem que cada um dos envolvidos pague R$ 40 milhões por danos morais coletivos e sociais, o que totaliza R$ 440 milhões em sanções financeiras.

A rede de proteção policial

Segundo o memorial de acusação do MP-SP, os agentes públicos exerciam um papel essencial para os objetivos da facção. Eles se valiam de suas funções na Polícia Civil para facilitar os interesses dos criminosos e agir como uma rede de proteção para líderes, promotores e financiadores do grupo.

Os investigadores detalharam crimes cometidos por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa entre 2015 e 2023. Segundo o órgão, policiais roubavam relógios de luxo de investigados. Eles também divulgavam informações sigilosas e mantinham canais abertos com a cúpula do PCC.

Delação de Gritzbach embasou investigação

A denúncia do Gaeco foi recebida pela Justiça em fevereiro de 2025. O processo reuniu relatórios de inteligência financeira e a delação premiada do empresário Vinícius Gritzbach. Conhecido como o “delator do PCC”, Gritzbach acabou assassinado em novembro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos.

Os recursos ilícitos eram ocultados por meio da “economia do crime”, com a compra de imóveis, veículos de luxo e a abertura de empresas de fachada.

Leia mais: “Ministério Público pede condenação de policiais ligados ao PCC no caso Gritzbach

Entre os réus civis está Ahmed Hassan Saleh, apontado como operador financeiro da facção e suspeito de participar de uma proposta para assassinar o delator.

Situação dos policiais e próximos passos

O Ministério Público solicitou a absolvição integral de um delegado citado inicialmente por falta de provas. Outros dois policiais também tiveram pedidos de absolvição para crimes específicos, como associação criminosa.

Todos os sete policiais civis réus continuam afastados de suas funções na corporação. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, seis deles permanecem presos no presídio da instituição enquanto as apurações administrativas da Corregedoria avançam.

Leia mais: “EUA oficializam PCC e CV como organizações terroristas

A ação penal corre em sigilo na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital. Depois que os advogados de defesa apresentarem suas alegações para pedir a absolvição, o juiz do caso deve proferir a sentença final.

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