Por decisão da Justiça, Champinha pode ganhar liberdade

Ele é apontado como responsável por torturar e matar o casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé
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Graças à Justiça, Champinha pode ficar livre
Graças à Justiça, Champinha pode ficar livre | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

A Justiça de São Paulo aceitou um pedido feito pela Defensoria Pública do Estado para impedir a internação de adolescentes e jovens adultos diagnosticados com deficiência intelectual nas Unidades Experimentais de Saúde (UES). A determinação judicial pode ser uma brecha para beneficiar Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, e outras cinco pessoas internadas com essas condições. Champinha é apontado como responsável por torturar e matar o casal Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Caffé, de 19, em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, em 2003, quando tinha 16 anos. Desde então, ele não teve mais liberdade.

No início, Champinha ficou internado na Fundação Casa para cumprir medidas socioeducativas, já que ainda era menor de idade. Posteriormente, permaneceu internado por ter sido supostamente diagnosticado com uma enfermidade mental que precisa de tratamento psiquiátrico. Segundo a Defensoria Pública, ele e os outros cinco internos da UES estão em confinamento civil por prazo indeterminado. A denúncia da Defensoria Pública alega que não há projeto terapêutico individualizado ou acompanhamento multidisciplinar dos internos. Além disso, apesar de a UES ser administrada pela Secretaria Estadual de Saúde, sob o pretexto do tratamento psiquiátrico, os internos estão sob fiscalização de agentes penitenciários da SAP. Desta forma, o texto sustenta que a UES viola os direitos fundamentais “dos adolescentes e jovens ali internados”, impondo a eles pena não prevista em lei. O documento diz, ainda, que a UES “representa manobra jurídica, sem respaldo legal, para manter a custódia de jovens que já cumpriram o prazo máximo de privação de liberdade previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”.

A juíza Renata Pinto Lima Zanetta, da 16ª Vara da Fazenda Pública, assinou o documento e deu um prazo de 30 dias úteis para a Fazenda se manifestar.

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Leia também: “A farsa do Estado de direito”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 51 da Revista Oeste

Com informações do R7

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13 comentários Ver comentários

  1. “Desta forma, o texto sustenta que a UES viola os direitos fundamentais dos adolescentes e jovens ali internados”, impondo a eles pena não prevista em lei. O documento diz, ainda, que a UES representa manobra jurídica, sem respaldo legal, para manter a custódia de jovens que já cumpriram o prazo máximo de privação de liberdade previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”.

    Este cidadão primeiro torturou e matou o namorado da jovem Liana. Provavelmente ela assistiu tudo, quem sabe por isto não tenha esboçado nenhuma reação (talvez nem adiantasse muito, pois com Champinha havia mais duas pessoas, dois adultos). Lembro de ter lido na época, que ele prometeu a uma aterrorizada Liana, não matá-la. Estuprou-a por dias seguidos, e ao final a matou.

    Não é possível imaginar o sofrimento desta jovem, primeiro ao ver o namorado sendo morto, depois sendo seviciada durante dias por três marginais, um deles adolescente, com toda virilidade que esta idade permite. Não é possível imaginar o sofrimento das famílias do jovem Felipe Caffé e da menina Liana.

    Eles tiveram todos os seus direitos fundamentais violados (inclusive o direito à vida), e não estão internados em nenhuma instituição humana. Estão mortos e no fundo de uma sepultura, de onde nunca mais sairão, a não ser na ressurreição dos justos (segundo a crença cristã, na qual eu acredito).

    Então que lógica canalha é esta, que raios de direito politicamente correto é este que não quer violar hipotéticos direitos de quem violou todos os direitos de dois jovens no auge dos anos dourados de sua juventude? Como já disse alguém: “que país é este, e para onde ele caminha?”

  2. Champinha não “é apontado como responsável por torturar e matar” o casal de jovens. Ele está condenado e cumprindo pena por isso.
    Por que aliviar a informação?

  3. O problema é que quem assim decide tem ampla segurança pessoal e familiar paga por nós contribuintes, para se proteger. Não correm riscos. Imagino a indignação do pai dessa menina assassinada, com este procedimento da justiça brasileira. Em outras democracias esse criminoso já estaria isolado definitivamente há muito tempo, até quando era “de menor”.

  4. Que tal , se esse assassino voltar a cometer atos de atrocidade vamos criminalizar essa juiza(?) Renata Pinto lima Zanetta , envergonhando o Lima talvez dos pais e Zanetta do marido se for casada , aí tudo bem , o que acham?

  5. MP e Judiciário brasileiros são organizações criminosas que só existem para defender seus comparsas, os ladrões, assassinos e estupradores. Quando um familiar seu sofrer nas mãos de um criminoso, não apele para Justiça (no Brasil ela não existe), faça a sua própria justiça. E se um promotor e um juiz de merda tentar lhe prender por ter feito o que era certo, continue a fazer justiça….

  6. Parabéns a INJUSTIÇA do STF.
    Aos ISENTÕES comprometidos com a marginalidade.
    Parabéns a esse povo que frequentou Universidade Pública, E É SEM VERGONHA

  7. Deixa eu ver se entendi. Vão soltar esse monstro estuprador, torturador e assassino por violação dos “direitos fundamentais ” por imposição de pena não prevista em lei?
    Mas vão manter presos Sara Winter, Oswaldo Eustáquio e Daniel Silveira?
    E os testes psiquiátricos que o monstro Champinha vem fazendo e mostrando que ele é um perigo para a sociedade?
    Bom, André do Rap, Luladrão e José Dirceu também são um perigo para a sociedade.
    Eu devo ter tirado um cochilo e quando acordei tudo estava ao contrário.

  8. É, tô aqui sem fazer nada, vou procurar chifre em cabeça de cavalo e beneficiar uns assassinos, não dar acreditar na justiça brasileira. Essa juíza não tem filhos? Não parou p pensar o que um louco como esse fará estando solto?
    Chegou a hora de fazer igual os produtores fazem com pasto velho, tocar fogo e deixar nascer de novo.

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