Neste 10 de agosto, pais em todo o Brasil acordaram com um ar especial. É a data para celebrá-los — um costume que existe há mais de 70 anos e que muda de posição no calendário a cada ano.
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No Brasil, a celebração teve início em 1953, a partir de uma ideia de Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo. Ele decidiu criar uma campanha para movimentar o comércio. A primeira escolha foi 16 de agosto, data em que a Igreja Católica comemora um dos pais mais eminentes da história: São Joaquim, de quem Maria, mãe de Jesus Cristo, era filha. Naquele ano, a data caiu no terceiro domingo do mês.
Mas o Dia dos Pais é no segundo domingo…
A partir de 1954, os criadores acharam por bem fazer um ajuste. Em 1953, a data escolhida coincidiu com o terceiro domingo de agosto. No ano seguinte, os idealizadores decidiram antecipar a comemoração em uma semana. Desde então, o Dia dos Pais no Brasil é celebrado no segundo domingo de agosto — e essa não foi a única mudança relacionada à data. Depois de 1969, ele ficou ainda mais distante da referência a São Joaquim.
No fim da década de 1960, o papa Paulo VI promulgou as decisões do Concílio Vaticano II. Trata-se de uma reformulação na Igreja Católica que mudou o modo como ela se relacionava com os fiéis no mundo inteiro. Entre as muitas alterações, também houve a reformulação do calendário litúrgico, que transferiu o dia de São Joaquim para 26 de julho.
Além disso, o Dia dos Pais não é uma data universal. Nos Estados Unidos, por exemplo, a celebração ocorre em junho e não tem relação com o santo católico. Em vez disso, remete a William Jackson Smart, a partir de uma homenagem feita por sua filha, Sonora Louise Smart Dodd. Ele era veterano da Guerra Civil e, sozinho, criou seis filhos.





































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