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Projeto que proíbe tomadas em celas de presos avança na Alesp

Objetivo é impossibilitar que os presos usem celulares

tomada presos alesp
PL 872/2019 recebeu aval da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários (CSPAP) nesta quarta-feira | Foto: Reprodução/Alesp

Na quarta-feira 20, avançou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Projeto de Lei 872/2019, que veda a instalação de energia elétrica em celas de estabelecimentos penais do Estado.

A proposta, de autoria do ex-deputado Coronel Nishikawa, do Partido Social Liberal, recebeu aval da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários (CSPAP).

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O objetivo da proibição é impossibilitar o uso de celulares dentro das prisões, ao impedir que os detentos recarreguem a bateria dos aparelhos.

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Projeto de Lei Federal

Há outras medidas legislativas para coibir o uso de celulares nos presídios tramitando na esfera federal.

De acordo com a Agência Senado, o Projeto de Lei 7223/2006 prevê punição de dois a quatro anos para detento que mantiver ou usar aparelhos de comunicação enquanto cumpre pena em regime fechado.

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Propostas legislativas que buscam coibir uso de celulares nos presídios também tramitam na esfera federal | Foto: Reprodução/Rodrigo Ziebell/SSP-RS

Além disso, a proposta aumenta o tempo de reclusão para quem levar aparelhos para presos ou facilitar o seu acesso. A pena, que hoje é de um a seis meses, passaria a ser de quatro a seis anos.

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Também aumenta a pena para o crime de prevaricação ou favorecimento por parte de diretor de presídio, ou dos agentes penitenciários, incluindo os casos de posse de componentes e acessórios. Detenção de seis meses a um ano passa a ser de dois a quatro anos.

Por fim, altera igualmente a Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472, de 1997) para obrigar as operadoras a permitirem o acesso irrestrito às informações e tecnologias sob seu controle, para que a autoridade gestora do sistema prisional possa impedir a rádio comunicação em estabelecimento penitenciário.

A Câmara dos Deputados aprovou a nova legislação, oriunda do Senado, em 23 de novembro do ano passado.

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