Queiroga descarta passaporte da vacina e fala em ‘defender liberdades’

Ministro da Saúde confirmou que Brasil exigirá quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19
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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, descartou o passaporte da vacina
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, descartou o passaporte da vacina | Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta terça-feira, 7, que o governo brasileiro não vai exigir o chamado “passaporte da vacina”, mas adotará algumas medidas para monitorar a chegada de viajantes de outros países em meio à preocupação com a disseminação da variante Ômicron do coronavírus.

Entre as medidas anunciadas, estão uma quarentena obrigatória de cinco dias para viajantes que não estiverem vacinados contra a covid-19. De acordo com o governo, a ideia é promover a “reabertura das fronteiras” brasileiras, já que o país apresenta elevados índices de vacinação.

As informações foram divulgadas por Queiroga e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

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“Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a ciência já sabe que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus”, afirmou Queiroga.

“Depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado”, prosseguiu o ministro. “Vamos requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste”, completou Queiroga.

Na prática, o governo federal mantém as regras que já estavam em vigor para os passageiros vacinados: exigência de teste negativo para a covid-19 e declaração de saúde. Aos não vacinados, passa a ser exigida a quarentena. A atualização dos protocolos sanitários deve ser publicada no Diário Oficial da União.

“É necessário defender as liberdades individuais, respeitar os direitos dos brasileiros acessarem livremente as políticas públicas de saúde”, justificou Queiroga. “E é assim, como falou o ministro Ciro Nogueira, que já conseguimos imunizar com as duas doses cerca de 80% da população brasileira acima de 14 anos, a nossa população vacinável, mais de 175 milhões de habitantes.”

O ministro da Saúde afirmou ainda que o Brasil deseja ser “o paraíso do turismo mundial”. “Vamos controlar a saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: ‘às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade'”, concluiu.

Mais cedo, Jair Bolsonaro se referiu ao passaporte da vacina como uma “coleira”.

“Vemos uma briga enorme aqui agora sobre passaporte vacinal. Quem é favorável não se esqueça: amanhã alguém pode impor algo para você que você não esteja favorável”, disse o presidente da República. “A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Essa coleira que querem botar no povo brasileiro… E a nossa liberdade? Prefiro morrer do que perder minha liberdade.”

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13 comentários Ver comentários

  1. Vá se fuder seu viadinho Aristide enrustido, o professor de karaté de Jairzinho nos tempos da AMAN, deve está com saudades de Seu ídolo.

  2. Quando citamos a pesquisa de que 80% das mortes são de não vacinados, devemos prestar atenção que a mesma se inicia no período de FEV/2021, quando a maioria da população não estava vacinada.

  3. 23:59 “Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições”

    00:00 “Vamos requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste”

    Queiroga, Marcelo

    É fueda.

  4. Ministro estúpido e lambe botas do imbercil, nunca houve uma política de liberdade sem a importância da vida. Interessante que para entrar na maioria dos países desenvolvidos têm que apresentar o passaporte da vacina, e esses países são contra a liberdade ou a favor da saúde da população. PQP. Que país é esse!

      1. A liberdade é entre tomar a vacina ou não tomar. Justo. Mas vá explicar isso a um povo sem responsabilidade pessoal e c
        om as escravizada.

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