Queiroga: SUS vai fornecer remédio mais caro do mundo

Medicamento é aplicado em crianças portadoras de Amiotrofia Muscular Espinhal
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Em sua conta no Twitter, Marcelo Queiroga escreveu que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec) concedeu parecer favorável para incorporar a medicação no SUS
Em sua conta no Twitter, Marcelo Queiroga escreveu que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec) concedeu parecer favorável para incorporar a medicação no SUS | Foto: Reprodução/YouTube

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nas redes sociais neste sábado, 3, que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar no rol de medicamentos disponíveis o Zolgensma, conhecido como o remédio mais caro do mundo.

O medicamento é aplicado em crianças portadoras de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) e custa cerca de R$ 6 milhões. Produzido pelo laboratório suíço Novartis, o medicamento promete neutralizar os efeitos da atrofia muscular.

Em sua conta no Twitter, Queiroga escreveu que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec), concedeu parecer favorável para incorporar a medicação no SUS.

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Segundo a Conitec, o Zolgensma é indicado para tratar crianças com AME do tipo I, com até 6 meses de idade, que estejam fora de ventilação invasiva acima de 16 horas por dia.

Queiroga comemorou a decisão da Conitec: “Esta é uma luta de muitos pais e de todos nós. Fico feliz em dar uma resposta tão importante. A AME é uma doença muito rara, degenerativa, que afeta o neurônio motor, responsável por gestos voluntários vitais para o corpo humano, como respirar, engolir e se mover.”

Em setembro passado, Queiroga concedeu entrevista exclusiva a Oeste. Leia um trecho:

O Sistema Único de Saúde está previsto na Constituição Brasileira, mas nem toda a população consegue ser atendida por ele. O senhor concorda com a forma a qual este modelo está baseado?

É um dos modelos mais avançados que existem de acesso à saúde no mundo. O Brasil teve coragem de instituir esse modelo integral, igualitário e gratuito para atender a uma população de mais de 200 milhões de habitantes. O que temos é que a cada dia construir um modelo que permita acesso com equidade. O Ministério da Saúde tem trabalhado diretamente com o governo e o Congresso para a implementação de um marco de regulação para as tecnológicas no SUS. Além de assegurar o que é um direito humano, a saúde também é um grande negócio. Cerca de 10% do PIB é despendido em saúde. O Brasil tem 0,5% de renúncias fiscais. É uma oportunidade de geração de emprego na área do serviço, oportunidade de fomento na pesquisa. É um cenário muito promissor para o Brasil, mas é preciso que haja uma gestão sem corrupção, com pessoas técnicas ocupando as funções.

Clique aqui para ler a entrevista completa com Marcelo Queiroga. 

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