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Reduz a velocidade do afundamento do solo de mina da Braskem

Terreno, localizado em Maceió, chegou a se mover 5 centímetros por hora em fases mais críticas, e agora está em 0,7 cm/h

Mina Braskem | A Defesa civil de Maceió registrou, nesta sexta-feira, 1º, um novo abalo na região da mina 18, localizada no bairro do Mutange - 01/12/2023 | Foto: Guido Jr./FotoArena/Estadão Conteúdo
A Defesa civil de Maceió registrou, nesta sexta-feira, 1º, um novo abalo na região da mina 18, localizada no bairro do Mutange - 01/12/2023 | Foto: Guido Jr./FotoArena/Estadão Conteúdo

Diminiu a velocidade com que o solo tem afundado por causa da mina da Braskem, em Maceió. A afirmação é do prefeito da cidade alagoana, João Henrique Caldas (PL), com base em relatório da Defesa Civil do Estado.

A velocidade, que chegou a 5 centímetros por hora em fases mais críticas, agora está em 0,7 cm/h. “Temos uma tendência de diminuição de afundamento naquela região”, disse o prefeito, em vídeo divulgado nas redes sociais.

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Leia também: “MP pede suspensão imediata de exploração mineral em Maceió”

Segundo Caldas, apenas um dos doze Differential Global Positioning System (DPGSs), aparelhos que medem o afundamento do solo e monitoram a região da mina, está em alerta máximo. Antes, seis receptores chegaram a ser acionados. Os tremores de terra também reduziram “consideravelmente”, de acordo com o político.

“Não podemos afirmar que vai estabilizar, mas esse é um caminho para a estabilização”, disse Caldas. “Estamos vencendo um dia de cada vez para podermos juntos sairmos dessa situação.”

Defesa Civil atualiza o estado da mina da Braskem em Maceió

O último boletim disponível da Defesa Civil de Maceió mostra que o deslocamento vertical acumulado na mina é de 1,56 cm, e a movimentação nas últimas 24h foi de 13 cm. O órgão ainda registrou um tremor de terra de magnitude de 0,89 a cerca de 300 metros de profundidade na madrugada deste sábado, 2.

A cidade ainda está em alerta máximo por causa do risco iminente de colapso da mina da Braskem, localizada na região do antigo campo do CSA, no bairro Mutange. A região foi desocupada, e a recomendação é de que a população não transite na área. O abalo foi causado pelo deslocamento do subsolo pela extração de sal-gema, um cloreto de sódio que é utilizado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila (PVC).

A prefeitura decretou estado de emergência, o que foi reconhecido por uma portaria do governo federal, em Diário Oficial.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, permitiu à Prefeitura de Maceió tomar um empréstimo de US$ 40 milhões junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). O recurso servirá para o Executivo municipal dar uma resposta ao maior desastre ambiental do Brasil já registrado em área urbana.

Entenda como o solo começou a afundar em Maceió

Nesta semana, a Defesa Civil de Maceió emitiu um alerta sobre o “risco iminente de colapso” em um dos poços da mina 18 de sal-gema da Braskem. A situação tem provocado o afundamento do solo da cidade, mas não começou agora.

Foi em fevereiro de 2018 que os moradores do bairro do Pinheiro começaram a notar as primeiras rachaduras em suas casas. Uma das rachaduras no bairro chegou a 280 m de extensão.

No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 aumentou ainda mais as rachaduras e crateras no solo, causando danos irreversíveis nas residências. Cinco anos depois, o problema se agravou, e cerca de 60 mil pessoas, incluindo de outros quatro bairros, tiveram de ser evacuadas.

Mineração em Maceió começou em 1970

A mineração começou na década de 1970 na capital alagoana, com a Salgema Indústrias Químicas S/A, que passou a se chamar Braskem depois.

A extração de sal-gema, minério usado para fabricar soda cáustica e PVC, tinha autorização do poder público. Hoje, a Braskem tem 35 minas em Maceió.

No começo de 2019, o piso de um apartamento no bairro do Pinheiro afundou de repente e assustou os moradores. Outros buracos surgiram e a Defesa Civil Municipal evacuou o prédio e também interditou a rua por causa dos riscos.

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Alguns meses depois, foi a vez dos moradores dos bairros vizinhos Mutange e Bebedouro serem afetados pelas rachaduras. O piso de algumas casas chegou a ceder, e as paredes passaram a apresentar grandes rachaduras.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirmou que a extração de sal-gema feita pela Braskem era a responsável pela instabilidade do solo em maio de 2019. As primeiras ordens de evacuação foram emitidas para os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Com a agravação do problema, a ordem foi ampliada para parte do Bom Parto e do Farol.

Em novembro de 2019, a Braskem anunciou que iria fechar definitivamente os poços de extração de sal-gema de Maceió. O fechamento total das 35 minas, que têm profundidade média de 886 m, levará em média dez anos, de acordo com o portal g1.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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3 comentários
  1. Bibliófilo

    Que manchete sem sentido, Oeste! Quem reduz a velocidade?

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Triste realidade cujas responsabilidades deverão ser apuradas.
    No entanto, lembremos que toda sociedade brasileira tirou algum proveito, quer seja econômico, quer seja social, principalmente o Estado e o Município.
    Aqui espero o não tratamento da catástrofe como vem sido feito tudo na Política, onde um bando de ignorantes, corruptos e amorais falam o que querem, quando querem e sempre a favor de seus escusos interesses.
    A tecnologia, a engenharia, a produção de bens e riquezas são essenciais à vida e são, exatamente, o que nos fizeram chegar aqui!

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Acho que o lira e o renan deveriam voltar para sua terra natal e ficar por lá até acabar tudo. É o mínimo que podem fazer, mostrando total solidariedade com o povo que os colocou no poder e que também deve permanecer por lá mesmo.

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