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Brasil

Região Sul deve sofrer com enchentes e deslizamentos até o verão

Projeção parte do Instituto Nacional de Meteorologia

Região Sul do Brasil tem sido afetada por fortes chuvas (Foto: Mauricio Tonetto/Fotos Públicas)

Região que sofre com inundações provocadas pela passagem de um ciclone extratropical, o Sul do Brasil deverá enfrentar mais enchentes e deslizamentos de terra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o problema vai persistir até o fim do próximo verão do Hemisfério Sul, em março de 2024.

Segundo o instituto meteorológico, as correntes polares, no entanto, tendem a enfraquecer sobre a Região, reduzindo assim o risco de geadas durante esta reta final de inverno.

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Enquanto enchentes são citadas como possíveis problemas para o Sul brasileiro no decorrer dos próximos meses, a situação será outra no Norte e no Nordeste. Impactadas pelo fenômeno El Niño, as regiões correm o risco de sofrer com períodos de seca e, consequentemente, de aumento de focos de incêndio.

Leia mais: “Veja a rota do ciclone que vai atingir o Rio Grande de Sul”

Em seu site oficial, o Inmet destacou que, mesmo havendo divergências em relação à exata intensidade do fenômeno, é importante que as autoridades tomem precauções para evitar maiores prejuízos.

“A discordância está na intensidade do El Niño nos próximos meses”, avisou o agrometeorologista Cleverson Freitas. “Diante disso, a incerteza nos modelos torna crucial o monitoramento contínuo do fenômeno e os possíveis impactos em diferentes regiões do Brasil.”

Fenômeno El Niño e o risco de enchentes e deslizamentos na Região Sul

Fenômeno El Niño está de volta depois de cerca de três anos | Foto: Reprodução/NOAA

Em junho, meteorologistas confirmaram a chegada do El Niño, com aumento gradual de intensidade a partir do inverno, o que pode ser comprovado com as fortes chuvas que assolaram o Sul do Brasil, sobretudo o Rio Grande do Sul.

Leia mais: “Ciclone extratropical provoca estragos e ‘afoga’ município de Muçum”

O El Niño é decorrente do aquecimento anormal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial, principalmente no segundo semestre. As águas ficam pelo menos, 0,5°C acima da média por período que costuma variar entre seis meses e dois anos.

Isso ocorre por causa, fundamentalmente, da diminuição de intensidade ou inversão de direção dos ventos alísios na região do Pacífico.

A denominação El Niño é derivada do espanhol, originária já da presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru, no segundo semestre, incluindo a época de Natal.

Com isso, os pescadores do Peru e Equador passaram a chamar essa ocorrência de águas mais quentes de Corriente de El Niño, referindo-se ao calor humano do “Niño” (Menino) Jesus.

Leia também: “Anticiclone e ciclones extratropicais: ‘O Grande S'”, artigo de Ricardo Felício publicado no site da Revista Oeste

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