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Repetir 2021 ou evitar 2021? Eis o dilema são-paulino com Crespo

Retorno do técnico ao Morumbi carrega doses iguais de carinho e desconfiança

Crespo chega sabendo que não terá lua de mel | Foto: Rubens Chiri/São Paulo
Crespo chega sabendo que não terá lua de mel | Foto: Rubens Chiri/São Paulo

O São Paulo decidiu roubar os holofotes mesmo sem dar um chute na bola durante a pausa do calendário nacional por conta do Mundial de Clubes.

E conseguiu.

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Enquanto Palmeiras, Flamengo, Botafogo e Fluminense concentravam a atenção da mídia esportiva, o Tricolor tratou de provocar um terremoto nos bastidores: Luis Zubeldía pediu o boné e, em seu lugar, Hernán Crespo deve ser anunciado nos próximos dias.

Bem, e a dança das cadeiras no comando técnico, que em outros clubes costuma provocar alívio ou expectativa, não teve o mesmo efeito entre os são-paulinos.

A torcida parece dividida, com parte dela lamentando a saída de Zubeldía, que, apesar das críticas pontuais, mostrava potencial na Libertadores e ainda contava com uma boa margem de confiança.

Vale lembrar que a decisão de sair partiu do próprio treinador.

Mas, ainda assim, muitos torcedores sentiram que o ciclo foi interrompido cedo demais.

A chegada de Crespo ao São Paulo

Do outro lado da moeda está Crespo.

Seu retorno ao Morumbi carrega doses iguais de carinho e desconfiança.

O técnico argentino foi responsável por um dos raros momentos de celebração recente do clube: o título paulista de 2021, conquistado com autoridade diante de ninguém menos que o Palmeiras de Abel Ferreira.

Mas não dá pra ignorar o outro lado dessa história.

No mesmo ano da conquista estadual, o São Paulo despencou no Brasileirão sob o comando do argentino.

Foram apenas 30 pontos somados em 25 partidas e um flerte perigoso com o rebaixamento.

O fim daquela passagem deixou marcas e dúvidas que agora ressurgem.

O cenário atual é outro.

O elenco tem mais opções, mesmo com muitas delas estando no Departamento Médico, há uma base mais consolidada e o clube vive clima menos turbulento do que em 2021.

Mesmo assim, Crespo chega sabendo que não terá lua de mel.

O torcedor vai exigir desempenho e, principalmente, resultados.

Sem isso, o reencontro pode durar menos do que se imagina.

A verdade é que, desta vez, Crespo não herda esperança.

Herda desconfiança.

E terá que trabalhar dobrado para reconquistar uma arquibancada que, apesar da memória afetiva, já não se ilude com promessas de retorno glorioso.

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