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Brasil

Rio Grande do Sul encara 'cenário de guerra'

Governo estadual confirma 37 mortes em decorrência das chuvas e enchentes provocadas por passagem de ciclone extratropical

rio grande do sul - roca sales - cenário de destruição
Cheia do Rio Taquari deixou rastros de destruição no município gaúcho de Roca Sales | Foto: Guilherme Hamm/Secom-RS

As chuvas, as enchentes e as cheias de rios deixaram um rastro de destruição no Rio Grande do Sul. Depois de mais de 70 municípios do Estado sofrerem danos em decorrência da passagem de mais um ciclone extratropical, o governador Eduardo Leite definiu, na noite de quarta-feira 6, a situação como similar a um “cenário de guerra”.

“É um cenário de guerra”, disse Leite, ao visitar Roca Sales, uma das cidades mais afetadas pela tragédia climática. “Estamos muito impactados e emocionados com o que vimos”, prosseguiu ele. “Mas precisamos ser fortes.”

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O governador do Rio Grande do Sul afirmou ainda que vai direcionar recursos públicos para auxiliar na reconstrução de municípios do Vale do Taquari, região mais afetada pelas recentes tempestades. Em Roca Sales, Leite conversou com moradores e comerciantes. Depois, voltou para a capital Porto Alegre.

Leia mais:

Cenário de guerra no Rio Grande do Sul: mais de 30 mortes

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O governador Eduardo Leite caminhou por lamaçal que tomou conta do município de Roca Sales (RS) | Foto: Maurício Tonetto/Secom-RS

O cenário de guerra citado por Eduardo Leite passa pelo número de mortos que os temporais e os alagamentos dos últimos dias provocaram. De acordo com o governo gaúcho, 37 mortes tinham sido confirmadas até a noite de quarta-feira.

Conforme comunicado do governo do Rio Grande do Sul, as mortes ocorreram em dez municípios do Estado:

  • Muçum — 14;
  • Roca Sales — 9;
  • Lajeado — 3;
  • Cruzeiro do Sul — 3;
  • Estrela — 2;
  • Ibiraiaras — 2;
  • Mato Castelhano — 1;
  • Passo Fundo — 1;
  • Encantado — 1; e
  • Santa Tereza — 1.

A tragédia no Rio Grande do Sul ainda conta com, de acordo com a Defesa Civil estadual, 2.319 pessoas desabrigadas. Além disso, há 3.575 desalojadas. Conforme autoridades locais, 1.777 pessoas foram resgatadas — e ainda há nove desaparecidos.

Dessa forma, Leite decretou estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul. Por fim, o governo gaúcho também cancelou os desfiles do 7 de Setembro em todo o Estado.

Leia também: “Ciclone no RS: nível de rio sobe 13 metros, e prefeitura pede para população subir no telhado”

E mais: “Vídeo: mãe e bebê são resgatados de telhado no RS”

5 comentários
  1. Paiva
    Paiva

    Enquanto isso, o cachaça e a esbanja, vão gastar nosso dinheiro, dinheiro na Índia. Fazuéli jumentos!

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Sacarodeli. A situação é muito mais complicada. Quanto existe um tororó forte aqui sem cima da serra o povo já começa a perfuntar quando a aguaria chegaria nos vales e no Guaíba. É hisórico.Quando os amigos da Mulada postaram fotos da cachoeira e da água chegando no assoalho da Ponte do Korff no Rio das Antas, ficamos reciosos. E em 12 horas começaram a aparecer imagens dos Rio subindo. No caso da ponte ela tem uma altura de 24 metros. Veja como aumentou a água. Infelizmente soube que hoje pela manhã as pessoas viam corpos de pessoa e animais passando pelo rio…
    A agora nese momento está ventando muito forte e tudo nublado aqui na Serra.
    A lição é a seguinte: deve existir monitoramento e alarmes começando aqui em cima da serra. Não tem nada.

  3. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Com os desfiles cancelados o exército pode utilizar o efetivo que estaria participando dessa vergonha e trabalhar na reconstrução e atendimento aos municípios e brasileiros que estão necessitando como nunca, de auxílio com seus lares destruídos e pessoas desaparecidas, quem sabe nisso possam ser úteis pois para proteger o povo já mostraram sua serventia.

  4. frederico cardoso fernandes pontes
    frederico cardoso fernandes pontes

    oLula@ nao vai visitar o RS , por muito menos ele foi a Araraquar@ no dia 8 de janeiro

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