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Saiba como vai ser o clima no Brasil em novembro

A ausência do fenômeno La Niña torna a temperatura imprevisível no país

O clima no Brasil para o mês de novembro será marcado por aumento significativo nos volumes médios de precipitação em diversas regiões do Brasil, com exceção da Região Norte e partes do Nordeste | Foto: Kireyonok_Yuliya/Freepik
O clima no Brasil para o mês de novembro será marcado por aumento significativo nos volumes médios de precipitação em diversas regiões do Brasil, com exceção da Região Norte e partes do Nordeste | Foto: Kireyonok_Yuliya/Freepik

O clima no Brasil em novembro promete ser marcado por um aumento significativo nos volumes médios de chuva em diversas regiões do Brasil, com exceção da Região Norte e partes do Nordeste. Em média, a precipitação mensal supera os 140 mm. Além disso, pode alcançar até 180 mm na Região Sul e em várias áreas do Sudeste e Centro-Oeste, além de alguns Estados da região amazônica.

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No Nordeste, a situação é diferente. Embora novembro marque o retorno das chuvas em partes do sul do Maranhão, Piauí e Bahia, grande parte da região ainda enfrenta um período de tempo seco e calor intenso. As temperaturas frequentemente ultrapassam os 40°C no interior.

Atualmente, o fenômeno La Niña está ausente, o que torna o clima ainda mais imprevisível | Foto: Divulgação/Climatempo
Atualmente, o fenômeno La Niña está ausente, o que torna o clima ainda mais imprevisível | Foto: Divulgação/Climatempo

Atualmente, o fenômeno La Niña está ausente, o que torna o clima ainda mais imprevisível. Entretanto, temperaturas ligeiramente abaixo da média na porção central e leste do Oceano Pacífico podem influenciar as condições climáticas no Brasil.

O resfriamento do Pacífico pode facilitar a formação de corredores de umidade, o que resulta em chuvas significativas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, especialmente com a passagem de frentes frias | Foto: Divulgação/Climatempo
O resfriamento do Pacífico pode facilitar a formação de corredores de umidade, o que resulta em chuvas significativas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, especialmente com a passagem de frentes frias | Foto: Divulgação/Climatempo

A presença do La Niña costuma trazer redução nas chuvas no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No entanto, como o fenômeno ainda não se manifestou, essa tendência não será totalmente observada.

Além disso, o resfriamento do Pacífico pode facilitar a formação de corredores de umidade, o que resulta em chuvas significativas no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul, especialmente com a passagem de frentes frias.

Água do Mar e formação de tempestades afetam o clima no Brasil

Outro fator a ser observado é a temperatura elevada das águas do Atlântico Sul, que contribui para a maior evaporação de umidade. Esse fenômeno favorece a formação de chuvas, especialmente nas áreas litorâneas do Sudeste. Essa situação é preocupante, pois pode aumentar a ocorrência de chuvas intensas nos litorais paulista e fluminense.

A seguir, as previsões por região:

O clima na Região Sul

O interior do Rio Grande do Sul, o meio-oeste de Santa Catarina e noroeste do Paraná poderão registrar ondas de calor. 

As chuvas serão um pouco acima da média, com risco de temporais no interior do Rio Grande do Sul. A segunda quinzena do mês deve ter menos dias de precipitação.

Sudeste 

Pancadas de chuva frequentes são esperadas em toda a região, provocadas pela combinação de calor e alta umidade. Há o risco aumentado de chuva intensa no litoral.

Centro-Oeste 

Espera-se um aumento nas chuvas ao longo do mês, especialmente no centro-sul e no leste de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás. Calor intenso pode persistir no norte de Goiás e no centro-sul de Mato Grosso.

Nordeste

O calor predominará, com temperaturas acima da média no Maranhão, no Piauí e em partes do Ceará. Queimadas podem se tornar mais frequentes, embora as chuvas comecem a retornar gradualmente no oeste e no sul da Bahia.

Norte

Pará e Tocantins devem enfrentar temperaturas acima da média e ondas de calor. Amazonas, Acre, Rondônia e sul do Pará, por sua vez, devem experimentar chuvas mais frequentes, embora o norte e o leste do Pará ainda enfrentem irregularidades nas precipitações.

Com essas condições, novembro se apresenta como um mês de contrastes. As chuvas beneficiarão algumas regiões, enquanto outras ainda enfrentarão desafios relacionados ao calor e à seca.

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