A forte ventania que atingiu a Grande São Paulo durante a madrugada desta quarta-feira, 10, resultou em um amplo apagão, deixando cerca de 1,8 milhão de imóveis sem eletricidade e impactando diversos serviços essenciais.
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De acordo com o monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas superaram 80 km/h na zona norte da capital. Somente na cidade de São Paulo, mais de 1,1 milhão de residências e estabelecimentos permaneciam sem luz até as 14h15, segundo a Enel.
Impacto em hospitais de São Paulo e explicações da concessionária
O Hospital São Paulo, localizado na Vila Clementino, foi diretamente afetado pelo corte de energia, obrigando o reagendamento de consultas. Pacientes relataram que a unidade está sem fornecimento elétrico desde as 22h de terça-feira, 9.
Em nota, a Enel explicou que as interrupções são consequência de fortes ventos provocados pela chegada de um ciclone extratropical ao Sul do país. A concessionária também mencionou que a queda de árvores e de galhos sobre a rede elétrica agravou a situação.
Consequências no setor aéreo
No setor aéreo, o Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou o cancelamento de 22 chegadas e 15 partidas. Outros quatro voos com destino ao local foram redirecionados para Curitiba e Rio de Janeiro, conforme informações da administração aeroportuária.
No Aeroporto de Congonhas dez voos precisaram ser alternados para outros terminais, enquanto três chegadas e duas partidas foram canceladas por causa da intensidade dos ventos.
Queda de árvores e prejuízos ao transporte público em São Paulo
Na capital paulista, a queda de árvores foi intensa desde o início da manhã, com 57 registros confirmados pela prefeitura. O órgão municipal destacou que o solo encharcado pelas chuvas dos últimos dois dias contribuiu para o aumento de risco.
Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 0h e 12h, foram feitos 514 atendimentos relacionados à queda de árvores na capital e na região metropolitana. O transporte público também sofreu impactos, especialmente na Linha 10–Turquesa da CPTM.
A operação dos trens ficou comprometida depois da queda de um cabo da rede aérea, que alimenta os vagões. Por esse motivo, os trens em direção a Rio Grande da Serra deixaram de parar na Estação Capuava, exigindo que passageiros desembarquem em Mauá e retornem. Técnicos seguem atuando para regularizar o serviço.
Fechamento de parques como medida de segurança
Em resposta aos riscos, diversos parques municipais e estaduais fecharam as portas. A Urbia confirmou o fechamento dos parques Ibirapuera, Eucaliptos, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Tenente Faria Lima e Lajeado até o fim do dia, com reabertura prevista para quinta-feira, 11, mediante avaliação técnica.
Medidas semelhantes foram adotadas pelo governo estadual, que determinou o fechamento de 12 parques na capital e na Região Metropolitana. O objetivo é proteger visitantes e funcionários dos perigos causados por quedas de árvores, acidentes e instabilidade em trilhas por causa do clima extremo.
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste





































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