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São Silvestre: quenianos mantêm hegemonia e vencem a prova

A última vez em que um brasileiro ganhou a corrida foi há 13 anos

são silvestre quênia | A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 35 mil atletas em São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre reuniu 35 mil participantes em São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Corrida Internacional de São Silvestre está em sua 98ª edição e foi marcada por mais uma vitória dos atletas do Quênia. O evento ocorreu neste domingo, 31, nas ruas da capital paulista.

Na categoria masculina, os quenianos dominaram o pódio. O favorito Timothy Kiplagat Ronoh, de 30 anos, ficou em primeiro e quase bateu o recorde da prova: 44 minutos e 52 segundos. Estabelecido em 2019 pelo também queniano Kibiwot Kandie, o recorde é de 42 minutos e 59 segundos.

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Leia também: “Pelé é homenageado na corrida de São Silvestre

Ronoh tem, entre os melhores resultados da carreira, a segunda posição na maratona de Roterdã em 2023, e a primeira nas maratonas de Melbourne e Abu Dhabi, em 2022.

Emmanuel Bor e Reuben Longosiwa, também do Quênia, ficaram em segundo e terceiro, respectivamente. Jonathas de Oliveira foi o melhor brasileiro, na sexta colocação.

Hegemonia africana também na competição feminina

As quenianas também marcaram liderança na Corrida de São Silvestre. Com o recorde feminino de 48 minutos e 35 segundos, a categoria feminina teve como vencedora a também favorita Catherine Reline, de 21 anos, do Quênia.

Leia mais: “Africanos dominam a 96ª Edição da São Silvestre”

Assim como Ronoh no masculino, Catherine conseguiu se distanciar das principais concorrentes ainda no meio da prova e liderou com folga até o final. A corredora, que já havia vencido a prova em 2022, concluiu o percurso em 49 minutos e 54 segundos.

Na segunda colocação, ficou a sua conterrânea Sheila Chelangat, que terminou a corrida em 51 minutos e 35 segundos. Wude Ayalew, da Etiópia, em 51 minutos e 46 segundos, completou o pódio.

Felismina Cavela, uma angolana naturalizada brasileira, foi a melhor atleta do Brasil na prova, na sexta posição, com o tempo de 55 minutos. Logo em seguida chegou outra brasileira, Kleidiane Barbosa, com 55 minutos e 12 segundos.

A prova prevê uma premiação total de aproximadamente R$ 300 mil. Os campeões recebem cerca de R$ 57 mil, cada.

A última vez em que o Brasil foi campeão da São Silvestre

são silvestre quênia | Foto: Reprodução/Instagram @marilsondossantos
Marílson Gomes dos Santos, na prova de 2010, quando venceu em 1º lugar pela 3ª vez | Foto: Reprodução/Instagram @marilsondossantos

Há 13 anos, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos vencia a Corrida de São Silvestre pela terceira vez. Antes, havia ganhado em 2003 e 2005, quando tornou-se o brasileiro mais vitorioso da prova. No feminino, Lucélia Peres, em 2006, foi a última corredora do país a vencer a competição.

Com os novos resultados, os atletas africanos mantêm a hegemonia na tradicional prova de rua, especialmente o Quênia. Desde 2010, ano em que o Brasil teve vencedores, os corredores do país africano lideram a prova com 35 vitórias, desde a fase internacional com estrangeiros, iniciada em 1945.

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Entre os homens, o queniano Paul Tergat é o maior vencedor, pentacampeão da São Silvestre (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). Entre as mulheres, o recorde é da portuguesa Rosa Mota, com seis triunfos consecutivos entre 1981 e 1986.

O Brasil ocupou o lugar mais alto do pódio em 16 oportunidades, sendo 11 vezes na categoria masculina e cinco na feminina.

Como foi a Corrida de São Silvestre de 2023

Com 15 km de percurso, cerca de 35 mil competidores participaram da prova. A competição passa por alguns dos principais pontos turísticos de São Paulo, como o Estádio do Pacaembu, as Avenidas Ipiranga e São João e a Praça da República, além da subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

A largada da corrida aconteceu na Avenida Paulista, na altura entre as ruas Augusta e Frei Caneca, bem como a chegada, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, organizadora do evento.

Além dos atletas profissionais, a prova de rua de São Paulo também recebe corredores amadores fantasiados dos mais variados personagens, como boxeador, noiva, Ayrton Senna, super-heróis, Chapolin e estrelas do rock.

Leia também: Carpe diem — Velhos e novos tempos”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 197 da Revista Oeste

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