Saúde rebate Doria e afirma que ‘nenhum Estado é prejudicado’ em distribuição de doses

Secretário-executivo da pasta nega que tenha havido prejuízo aos paulistas e fala em distribuição 'equânime' de vacinas
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Ministério da Saúde convocou entrevista coletiva para rebater as acusações do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre distribuição de vacinas
Ministério da Saúde convocou entrevista coletiva para rebater as acusações do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre distribuição de vacinas | Foto: Divulgação

Depois das acusações do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de que o Estado teria recebido 50% a menos das doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 previstas para ontem, o Ministério da Saúde convocou uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, 4, e garantiu que não há prejuízo para nenhuma unidade da Federação na distribuição dos imunizantes.

Segundo a pasta, a determinação do governo é distribuir as doses de forma proporcional à evolução do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não pela população de cada Estado, justamente para evitar disparidades. O secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, afirmou que o plano é “avançar na distribuição proporcional das doses à medida que se avança no PNI”.

“Não há um porcentual fixo de distribuição de doses por Estado. Esse porcentual de doses evolui à medida que a gente evolui no PNI. Ele é construído numa lógica para imunizar a população com maior risco de contaminação, internação e óbito, os grupos prioritários”, explicou Cruz. “Nenhum Estado é prejudicado quando a gente estabelece uma pauta de distribuição. Sempre me coloco à disposição para tirar eventuais dúvidas que venham a ocorrer.”

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Reclamação paulista

Em relação ao caso de São Paulo, o secretário-executivo da pasta reiterou que “não há prejuízo ao Estado”. “Já avançamos nos grupos prioritários e agora estamos avançando por idade. Há uma vontade de regularizar as pautas para que tenhamos uma imunização equânime nos municípios e nos Estados”, disse Cruz.

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“Alguns Estados acabaram recebendo mais doses. O que se pactuou é que vai se avançar de forma equânime para imunizar toda a população. Não há prejuízo para nenhuma unidade da Federação na distribuição das doses”, prosseguiu o secretário.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, como o PNI agora está avançando na vacinação por faixas etárias, em determinados momentos alguns Estados podem receber mais ou menos vacinas — dependendo do contingente de pessoas daquelas faixas etárias nesses locais.

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“Cada unidade da Federação tem uma quantidade diferente, porcentualmente falando, de cada um dos grupos. É possível que um Estado tenha mais ou menos pessoas de 35 anos, por exemplo”, explicou Cruz. “Os estudos que foram desenvolvidos pelo ministério mostram que a pauta está equânime. Então, não há que se falar que um Estado foi prejudicado.”

“Punir quem fez o certo”

Mais cedo, como Oeste noticiou, também em entrevista coletiva, Doria e o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, criticaram o governo federal por supostamente não ter entregue 50% das doses da Pfizer estipuladas para ontem.

“Qualifico como uma decisão arbitrária do Ministério da Saúde e [isso] representa a quebra do pacto federativo. O governo federal decidiu punir quem fez o certo”, disse o tucano. “Isso compromete o calendário de vacinação de crianças e adolescentes no Estado de São Paulo. Isso afronta o pacto federativo. O governo federal já fez maldades demais ao Brasil e aos brasileiros. Espero que isso não se sustente.”

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6 comentários

  1. a explicação é clara e não política. há, isso sim, um grande desprezo pelo desgoverno paulista contra estados que mais estão precisando das doses. se já estão pensando aplicar vacinas em crianças, sem apresentar estudos que comprovem segurança, então há possibilidade aguardar um pouco enquanto outros BRASILEIROS estão sendo vacinados.
    menos, bem menos, desgoverno paulista

  2. NO NOVO TEMPO DO CALCINHA APERTADA, PARA QUE O PARCEIRO DA TUCANALHA DESDE 1994, O PCC, QUE SAIR DA TOCA.

    UMA INTERVENÇÃO MILITAR NO ESTADO DE SÃO PAULO SERÁ XEQUE-MATE.

  3. O que entendo por “distribuição equânime” é com justiça, com igualdade, etc… Como se pode fazer esse juízo em se tratando de populações tão desiguais nas diferentes unidades da federação, se é que ainda existe alguma federação por aqui? Isso está me cheirando a politicagem rasteira.

    1. Existem formas proporcionais de distribuição de forma a equalizar os estados conforme o programa avança. Dória, o responsável pela coronginha que o mundo não aceita, não tem crédito para reclamar do MS.

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