Doria afirma que Saúde não entregou 50% das doses da Pfizer: ‘Decisão arbitrária’

Segundo o governador de São Paulo, 228 mil doses não foram entregues na terça-feira 3, o que pode atrasar calendário de vacinação
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Governo de São Paulo criticou o Ministério da Saúde por não entregar 50% das doses da Pfizer previstas para ontem
Governo de São Paulo criticou o Ministério da Saúde por não entregar 50% das doses da Pfizer previstas para ontem | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 4, no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o Ministério da Saúde não entregou 50% das doses previstas para ontem da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech. Os imunizantes seriam destinados aos adolescentes de 12 a 17 anos.

“São Paulo recebeu somente 50% das vacinas do Ministério da Saúde ontem e deveria ter recebido a totalidade. Aquilo que deveria ter sido entregue ao governo de São Paulo não foi”, afirmou Doria. “Qualifico como uma decisão arbitrária do Ministério da Saúde e representa a quebra do pacto federativo. O governo federal decidiu punir quem fez o certo.”

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Segundo o tucano, 228 mil doses deixaram de ser entregues pelo governo federal. “Isso compromete o calendário de vacinação de crianças e adolescentes no estado de São Paulo. Isso afronta o pacto federativo”, criticou o governador. “O governo federal já fez maldades demais ao Brasil e aos brasileiros. Espero que isso não se sustente”, prosseguiu Doria.

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O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, fez coro às reclamações do governador paulista. “O Estado de São Paulo não pode e não poderia ter sido surpreendido por uma medida tão descabida que comprometeria a aquisição de 230 mil doses da vacina. São 230 mil pessoas que passam a deixar de ser imunizadas em um momento tão importante da pandemia”, disse.

“O governo do Estado não concorda com essa medida abusiva que foi tomada. Pede não apenas que o ministério reveja essa medida como envie [as vacinas] de forma imediata”, finalizou Gorinchteyn.

Ministério da Saúde

Depois das acusações do governador de São Paulo, o Ministério da Saúde convocou uma entrevista coletiva no início da noite desta quarta e garantiu que não há prejuízo para nenhuma unidade da federação na distribuição dos imunizantes.

Segundo a pasta, a determinação do governo é a de distribuir as doses de forma proporcional à evolução do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não pela população de cada Estado, justamente para evitar disparidades. O secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, afirmou que o plano é “avançar na distribuição proporcional das doses à medida que se avança no PNI”.

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11 comentários

  1. Qual o objetivo do governador para vacinar adolescentes? Com certeza a vacina deve apresentar mais risco a saúde destes do que o vírus. E se o objetivo é impedir a contaminação existe um equívoco visto que a vacina não impede a infecção, e sim o agravamento da doença. O que está sendo proposto não faz nenhum sentido, fora que ele demonstra ser um baita de um egoísta, visto que em outros Estados nem sequer foram vacinados todos os adultos que optarem por se vacinar.

  2. Mas a Doria/Butantã empreendimentos vacinais não tem a Coronavac disponível para aplicar? Por que quer a Pfizer? É exigência de seus “cientistas”? Esta arrependido com o fracasso de seu empreendimento SINOVAC? Por que ainda não pediu registro na Anvisa da Coronavac e continua aplicando com o registro emergencial?

  3. O sino-governador e suas decisões sanitárias desastrosas, que transformaram o seu estado no que mais morreu gente de covid ainda quer atacar o Ministério da Saúde?

  4. Não duvido que o governo federal esteja atrasando o envio das doses para melar o calendário de vacinação do estado de São Paulo, para Dória passar um carão, o que é um absurdo. MAS TAMBÉM É UM ABSURDO, UMA SIMULAÇÃO DÓRIA APARECER NA TV COM A MAIOR CARA LAVADA FALANDO DE ANTECIPAÇÃO DE DOSES, como se fossem todas compradas por ele, o que não são, deixando de fora o fato de que desde março, abril, o maior envio de doses das compras do governo federal já estava programado. Ao fim e ao cabo, quem sofre é o povo, mas isso acontece pela simulação, pela mentirada dos políticos, TODOS ELES.

  5. Arbitrários foram os fechamentos de comércios e perseguição a trabalhadores que não tem salário garantido no dia certo.
    Se o Ministério da Saúde está verificando a real segurança da vacinação nessa faixa etária, pare de usar vacina como propaganda eleitoral.

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