Uma apuração da Polícia Civil em Santo Antônio do Pinhal, no interior paulista, levou à prisão de uma servidora pública, nesta quarta-feira 11, suspeita de ter desviado até R$ 6 milhões dos cofres da prefeitura.
A funcionária, concursada e com dez anos de trabalho efetivo no local, tem 31 anos e teve o nome preservado pelas autoridades.
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A atual gestão municipal descobriu o esquema depois de uma análise interna, que resultou em denúncia formalizada ao órgão policial.
Segundo as investigações, a servidora transferia valores de uma conta inativa da prefeitura para diferentes contas bancárias, mas ainda não está claro se outras pessoas participaram do esquema.
Prisão e buscas na residência da servidora
O delegado Luís Geraldo, titular da Delegacia de Santo Antônio do Pinhal, informou que a Justiça decretou a prisão preventiva da funcionária, e os policiais a detiveram em sua residência.
Além disso, a polícia cumpriu uma ordem de busca e apreensão no imóvel da suspeita para coletar provas e documentos.
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Em depoimento, a servidora admitiu que se apropriava do superávit orçamentário do município e que parte do dinheiro era usada para apostas on-line.
A Polícia Civil já bloqueou e recuperou R$ 800 mil e teve deferidos os pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de bens da investigada.
“As investigações prosseguem para apurar a participação de terceiros e a recuperação da quantia desviada”, afirmou o delegado.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal informou, por meio de nota, que identificou, durante rotinas regulares de controle e acompanhamento administrativo, indícios de possível irregularidade que envolve a conduta individual de um servidor público.
Segundo o comunicado, os próprios mecanismos internos de controle da administração, ao atuarem de forma técnica e preventiva, permitiram a rápida identificação da situação e a adoção imediata das providências cabíveis.
Na nota, a prefeitura afirmou também que, tão logo constatou os indícios, instaurou os procedimentos administrativos de apuração e comunicou formalmente o fato à Polícia Civil, responsável pela investigação na esfera criminal.
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Acrescentou que, com o avanço das investigações, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do servidor envolvido, ocupante de cargo efetivo há mais de dez anos, e ressaltou que a conduta não representa, em nenhuma hipótese, a atuação da administração municipal nem a de seus demais servidores.
Ainda no esclarecimento, a prefeitura declarou que iniciou as medidas necessárias para apurar com precisão os valores eventualmente envolvidos e adotar as providências legais destinadas à restituição integral dos recursos aos cofres públicos.









































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