A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante dos bens de seu tio, o médico Miguel Abdalla Neto, encontrado morto no dia 9 de janeiro. A decisão garante a ela a gestão de uma herança estimada em R$ 5 milhões. Suzane disputava a função com a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, que alegava manter uma união estável com ele há 14 anos.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o magistrado responsável pelo caso rejeitou o pedido da prima por entender que ela é uma parente colateral de quarto grau. Conforme o Código Civil, os sobrinhos (parentes de terceiro grau) possuem preferência na linha sucessória. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, também é herdeiro legítimo, mas não se habilitou no processo até o momento. Por causa da ausência de manifestação do irmão, a Justiça considerou Suzane a única pessoa apta para a tarefa.
Polêmicas e acusações de furto
A nomeação ocorre em meio a um conflito direto entre os parentes do médico. Carmem Silvia registrou um boletim de ocorrência na terça-feira 3, acusando Suzane de tomar posse indevidamente de bens do tio antes da autorização judicial. A denúncia lista um carro Subaru, eletrodomésticos, móveis e documentos. Ela admitiu estar com os itens e afirmou ter soldado o portão da residência do tio para proteger o patrimônio.
A decisão judicial esclarece que o histórico criminal de Suzane, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, não tem influência no processo de inventário. Com a nova função, ela tem o dever de manter os bens do espólio, mas a lei proíbe a venda ou transferência de qualquer propriedade sem o aval prévio de um juiz. O 27º Distrito Policial de São Paulo investiga as denúncias de furto feitas pela prima do médico.
Polícia aguarda laudo da morte do tio de Richthofen
Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen e atuou como tutor de Andreas depois do crime ocorrido em 2002. O médico foi localizado sem vida em sua casa no bairro do Campo Belo, na zona sul da capital paulista. A polícia ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata do falecimento.
Suzane von Richthofen cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023, depois de passar duas décadas em regime fechado e semiaberto. Ela tentava reconstruir sua vida pública como empresária antes deste novo embate jurídico pela herança da família materna. A conclusão do inventário dependerá agora da análise de possíveis dívidas deixadas pelo médico e da manifestação final de Andreas sobre sua parte no patrimônio.
Leia também: “MP denuncia dono da Ultrafarma por esquema de propina para benefícios fiscais”
Que mundo é esse? Só ela, assassina dos proprios pais será a herdeira do tio que a rejeitou. Deus, vc tem certeza de que ainda é Deus?