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Brasil

Tempestades intensas ameaçam o Sul nesta quarta-feira, 3

Acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm, com risco de granizo

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Mais uma dia com chuvas em algumas áreas do país | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Esta quarta-feira, 3, será marcada por condições meteorológicas extremas em diferentes partes do Brasil. O fenômeno mais crítico ocorre no Sul do país, onde o Rio Grande do Sul está sob alerta para tempestades severas, volumes elevados de chuva e rajadas de vento que podem causar alagamentos, quedas de energia e prejuízos às lavouras. Ao mesmo tempo, o Centro-Oeste enfrenta calor de até 40°C e níveis críticos de umidade relativa do ar, enquanto no Norte e no Nordeste prevalecem chuvas intensas em algumas áreas e seca acentuada em outras.

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Sul: risco máximo de tempestades

No Rio Grande do Sul, a frente fria que se formou no começo da semana atua com maior intensidade nesta quarta-feira. Previsões mostram acumulados de chuva que podem superar 120 mm em cidades da Campanha Gaúcha, como Rosário do Sul, Dom Pedrito e Alegrete. Em Porto Alegre, as precipitações mais fortes são esperadas para o final da noite e a madrugada seguinte.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja que abrange 80 municípios. Além da chuva, há risco de granizo, descargas elétricas e ventos de até 80 km/h, especialmente no litoral. Santa Catarina e Paraná, por sua vez, têm previsão de tempo mais estável ao longo do dia, embora áreas do oeste catarinense possam registrar pancadas isoladas. As informações são do site Meteored.

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Sudeste: temperaturas elevadas

No Sudeste, a massa de ar frio que se aproxima ainda não provoca queda acentuada das temperaturas nesta quarta-feira. Minas Gerais e São Paulo registram máximas acima de 33°C em diversas cidades, enquanto o Rio de Janeiro e o Espírito Santo têm previsão de tempo estável, com temperaturas moderadas. Há, porém, alerta para baixa umidade em regiões do interior paulista e mineiro, onde os índices podem ficar abaixo de 30%.

Centro-Oeste: calor e ar seco

O Centro-Oeste registra as temperaturas mais altas do país. Em Cuiabá, os termômetros podem alcançar ou ultrapassar 40°C. O calor é acompanhado de baixa umidade relativa do ar, que deve cair abaixo de 20% em áreas de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Esses índices estão muito abaixo do limite de 60% recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o que aumenta os riscos de problemas respiratórios, incêndios florestais e sobrecarga nos serviços de saúde. O tempo seco deve persistir durante a tarde, considerado o período mais crítico.

Previsão de temperatura máxima nesta quarta-feira, 3 | Imagem: Meteored

Nordeste: variação entre tempo seco e frio incomum

A Bahia, especialmente em cidades como Poções e Vitória da Conquista, terá máximas que não devem ultrapassar os 20°C, reflexo de uma massa de ar frio que avança sobre a região. Em contraste, o interior do Piauí e do Maranhão enfrentam calor superior a 37°C e baixa umidade. Já a faixa litorânea mantém condições mais amenas, com chuvas fracas em alguns pontos.

Norte: tempestades persistem

O Norte apresenta instabilidade típica da estação. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima registram pancadas de chuva durante a tarde e noite, associadas ao calor e à alta umidade. Em Santarém (PA), as temperaturas permanecem elevadas, acima de 30°C, com previsão de chuvas localizadas. No Tocantins, o cenário é diferente: prevalece o tempo seco e quente, semelhante ao observado no Centro-Oeste.

O que esperar do clima nesta quarta-feira

Esta quarta-feira, 3, se caracteriza por contrastes climáticos marcantes no Brasil. O Sul do país concentra os maiores riscos, com tempestades severas e volumes de chuva acima de 100 mm no Rio Grande do Sul. Já o Centro-Oeste e parte do Sudeste enfrentam calor extremo e níveis críticos de umidade, enquanto o Norte e o Nordeste alternam entre chuvas intensas e tempo seco. A combinação desses fatores exige atenção redobrada da população e das autoridades para reduzir os impactos à saúde, à infraestrutura e à agricultura.

Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste

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