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Transplante de órgãos no Brasil: 65 mil pessoas estão na fila

Quase 40 mil brasileiros esperam realizar o procedimento

recorde transplante coração - são paulo
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e o Sistema Único de Saúde (SUS) administram a fila para o transplante de coração | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério da Saúde informou que mais de 65 mil pessoas estão na fila de transplante de órgãos no Brasil. O número é um dos maiores dos últimos 25 anos.

Quase 400 pessoas que estão na lista esperam receber um coração, de acordo com a última atualização do site do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), na quarta-feira 16.

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O apresentador Fausto Silva, o Faustão, também espera por um transplante. No fim de semana, depois de duas semanas de internação, o quadro de insuficiência cardíaca do apresentador se agravou. O hospital anunciou que ele vai precisar de um transplante de coração.

faustão fila transplante coração
O apresentador Faustão entrou na fila de transplante de órgãos | Foto: Reprodução

A doação de coração só vai ser possível a partir da morte cerebral de outra pessoa. Além disso, vai depender de fatores como peso, altura e tipo sanguíneo do doador.

Leia também: “Hospital informa que estado de saúde de Faustão se agravou”

“Apesar de a fila ser pequena, em relação a outros órgãos, a urgência é maior”, disse o médico Paulo Pego Fernandes, conforme o portal G1. “O transplante de coração é a última alternativa. Em geral, quem precisa de um coração não pode mais esperar.”

Espera por transplante de rim pode ser menor

O transplante de rim é o mais procurado por brasileiros (37 mil), seguido por transplante de córneas, fígado, pâncreas e coração. Esses dados constam no Sistema Único de Saúde, sob responsabilidade do Ministério da Saúde.

Todos os pacientes que precisam de uma doação vão para aquela mesma fila. No Brasil, é crime vender ou comprar órgãos humanos.

Leia também: “Robô realiza primeiro transplante pulmonar da Espanha”

Fernandes explica que o tempo de espera pode variar de dois a 18 meses, a depender da gravidade do paciente e da compatibilidade entre o doador e o receptor.

Conforme o médico, a fila respeita a ordem cronológica. Contudo, há alguns critérios de prioridade. Isso faz com que pacientes, mesmo que tenham entrado na fila depois, consigam realizar o transplante.

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