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Turistas vão processar responsáveis por hospedagem em flat com câmera espiã

Advogado vai mover uma ação civil na Justiça de São Paulo, onde mora o casal

flat câmera espiã
Apartamento com câmera oculta fica no condomínio Oka Beach Residence, no litoral pernambucano | Foto: Reprodução/Oka

O casal de turistas paulistanos que encontrou uma câmera espiã em seu quarto, em um resort na Praia de Muro Alto, no município de Ipojuca (PE), vai processar os responsáveis pela hospedagem. A câmera estava camuflada embaixo da TV e virada para a cama. O apartamento fica no condomínio Oka Beach Residence, no litoral sul do Estado. 

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O advogado Roque Henrique Campos vai mover uma ação civil na Justiça de São Paulo, onde o casal reside. A Polícia investiga quem foi o responsável pela instalação do equipamento, que estava escondido em uma das tomadas do quarto.

Porto de Galinhas
Câmera escondida em apartamento na Praia de Muro Alto | Foto: Reprodução/Agora RN

Depois da conclusão do inquérito policial, o advogado pretende entrar com ação criminal contra todos que estiveram diretamente envolvidos na contratação do serviço.

Em entrevista ao g1, Campos informou que o casal — o qual pediu sigilo sobre suas identidades — comunicou sobre a existência da câmera à Carpe Diem, administradora do imóvel, assim que identificou o aparelho.

Um funcionário da empresa esteve no apartamento para registrar imagens do objeto.

Leia também: “Justificando o crime”, artigo de Alexandre Garcia publicado na edição 200 da Revista Oeste

Em seguida, os turistas registraram um boletim de ocorrência na Delegacia da 43ª Circunscrição, em Porto de Galinhas. 

Segundo o delegado Ney Luiz, ainda não há evidências de ligação dos donos do flat com instalação da câmera. 

Reserva ocorreu a partir do Booking

A reserva do flat seria do dia 13 ao dia 17 de janeiro. Em comunicado, a plataforma Booking, usada para a contratação do serviço, avisou que o apartamento foi excluído do site e que “lamenta o ocorrido”. 

Já o Oka publicou uma nota nas redes sociais para informar que o espaço se classifica como um condomínio residencial, e não um hotel. O resort condenou a instalação de câmera: “É um ato criminoso que repudiamos veementemente”.

O crime

A ocorrência é investigada como crime de “registro não autorizado de intimidade sexual” (Art. 216-b do Código Penal).

O delito envolve “produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual, ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes”. A pena para os envolvidos é detenção de seis meses a um ano, além de multa.

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