Vírus se espalhou no Brasil antes das medidas de restrição, aponta Butantan

Estudo foi elaborado a partir de análises do vírus coletado em todos os Estados do país
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O Sudeste foi o maior contribuinte de trocas virais para outras regiões
O Sudeste foi o maior contribuinte de trocas virais para outras regiões | Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Um estudo do Instituto Butantan revelou que o estágio inicial da pandemia foi caracterizado pela circulação de linhagens virais ligadas a várias importações, sendo a maior parte delas da Europa. Isso ocorreu antes da implementação de medidas de restrição social, em abril de 2020.

“Elas [variantes] não chegaram só a um lugar, elas circularam por todo o país”, apontou a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan, Maria Carolina Sabbaga.

A análise foi elaborada a partir do sequenciamento de quase 4 mil genomas do vírus coletados em todos os Estados brasileiros entre fevereiro de 2020 e junho deste ano. A pesquisa ainda sugeriu que o Brasil foi o “disseminador” das variantes de covid-19 para outros países.

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“Vieram as medidas de restrição mais fortes, mas essas medidas depois foram aliviadas por uma série de razões. O que acontece? Aparece uma variante de preocupação muito grave, que foi a Gama lá em Manaus, e se espalhou primeiro pelo Brasil e depois internacionalmente”, lembrou a pesquisadora.

As análises que mostram o movimento viral no Brasil revelaram que o Sudeste foi o maior contribuinte de trocas virais para outras regiões, com 40%. Em seguida está a Região Norte, com 25% dos movimentos virais.

“Esse sequenciamento genômico é importante porque ele permite que a gente veja e rastreie como o vírus está se espalhando e como ele está evoluindo. Com isso, a gente pode ajudar as autoridades de saúde pública a definir as estratégias de controle”, explicou Maria Carolina. O trabalho foi publicado como artigo na plataforma de preprint, ou seja, sem revisão de outros cientistas, MedRxiv.

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7 comentários Ver comentários

  1. Lá vem o BUTANTAN de novo. O João Doria garantiu que não tinha problema ter o Carnaval. Era só um resfriadinho. 1 diz depois di Carnaval fechou tudo.

  2. O Carnaval foi a cereja do bolo para espalhar o vírus que lógico já estava circulando aqui, ninguém com o minimo de inteligencia não enxerga isto!! mas caíram todos de pau contra o PR lembra, Daniela, Ivete, Varela é uma gripezinha, Calcinha com abadá da Brahma, que absurdo o cara é contra a maior festa popular do Pais me lembro muito bem, e depois na quarta feira de cinzas a dona Globelixo já começou a contagem dos mortos.

  3. Eles vão continuar manipulando nossas vidas. É o que de certo continuará acontecendo. O planeta virou um grande laboratório com mais de sete bilhões de ratinhos usados para todo tipo de experimento e controlados com todo tipo de decreto. Caberia somente a nós, se é que ainda nos consideramos seres humanos, livres, com autonomia, a enfrentarmos e nos negarmos a ser usados como cobaias. E abaixo a maldita mascara que só enche e não serve pra nada, se não quando chegou a morrer 4.000 pessoas no Brasil, essa porcaria já era obrigatória.

  4. As medidas restritivas se iniciaram em março/20, então o carnaval creio eu, deve ter sido o responsável por essa disseminação de 40%, muito também devido ao turismo interno e externo e na região norte, mais por conta daquela zona franca de Manaus, local infestado de orientais, principalmente chineses. Agora estão ensaiando um novo round com a liberação das tais medidas restritivas para o carnaval/22. Segurem-se que o tranco vai ser mais forte ainda. Novas variantes virão. Novamente esses governadores e prefeitos irresponsáveis deverão ser cobrados.

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