Votação sobre tratamento precoce termina empatada em comissão do SUS

Parecer agora será submetido a uma consulta pública e, depois, voltará a ser analisado por colegiado
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Tratamento precoce contra a covid-19 dividiu comissão do SUS que analisou o tema
Tratamento precoce contra a covid-19 dividiu comissão do SUS que analisou o tema | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em reunião realizada nesta quinta-feira, 21, a  a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que é responsável pela análise técnica de novas tecnologias e medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), se dividiu a respeito da autorização para o chamado “kit covid” — o tratamento precoce contra a covid-19, com o uso de remédios como hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento ambulatorial de pacientes infectados pelo coronavírus.

Depois de mais de cinco horas de debate, houve seis votos favoráveis e seis contrários ao relatório que não recomendava o “kit covid”. Com o resultado, o parecer agora será submetido a uma consulta pública e, depois, voltará a ser analisado pela Conitec.

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Dos sete integrantes do Ministério da Saúde que integram a Conitec, cinco foram contrários à aprovação do relatório que barrava o tratamento precoce. O sexto voto foi do representante do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os seis votos favoráveis ao parecer que barra o “kit covid” no SUS vieram de dois secretários do ministério, dos representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além dos membros do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

A Conitec conta com 13 integrantes. O representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não votou porque teve de deixar a reunião no meio da tarde. Segundo a agência, Gustavo Mendes participou de forma on-line até por volta das 12h40, quando informou à plenária que se ausentaria para pegar um voo. Às 14h20, quando entrou novamente na reunião, ele soube que o relatório já havia sido votado.

Com informações do jornal O Globo

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8 comentários Ver comentários

  1. Primeiro , esse resultado mostra que ainda não se tem provais irrefutáveis dos dois lados . Segundo : A medicina ainda precisa de alguns anos para de ter conclusões quase definitivas . Terceiro : o representa da Anvisa tem de ser exuido de suas funções . Irresponsável .

  2. O Brasil é assim mesmo.

    Os “conselhos”, aparelhados pela esquerda e por governos estaduais que se locupletaram na pandemia, votaram em bloco contra o tratamento precoce. A posição do CFM já era conhecida. Entre os representantes do governo federal, houve uma dissidência que fez toda a diferença (se não houvesse, alguém denunciaria ao STF uma interferência do Bolsonaro). E o representante do órgão regulador, pasmem, marcou um voo no mesmo horário da reunião mais decisiva dos últimos 2 anos, relativa a uma pandemia com mais de 600 mil mortos, só no Brasil.

    Dá pra rir e dá pra chorar.

  3. Querem calar a boca de todos, até dos médicos. Decerto é a globo, randolfe fala fina, renan canalha, o mal azias, Um certo b#st@ que entendem de medicina. Se, nós não fizermos aquela limpa nos senado, congresso e assembleias em 2022, seremos eternamente escravos. Se chegar 2022, como as coisas andam…

  4. mais uma evidencia que não existe prova de que o tratamento imediato não ajuda! na dúvida, cabe ao médico e paciente decidir! é uma coisa meio óbvia

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