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10 de setembro na História: guilhotina é usada pela última vez na França

Em 1977, se encerrou uma era de execuções que começou na Revolução Francesa

Guilhotina usada na França
A França usava guilhotina para executar condenados à pena de morte | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 10 de setembro de 1977, a guilhotina foi usada pela última vez na França, na prisão Baumetes, em Marselha. Na época, Hamida Djandoubi, um imigrante tunisiano, foi executado por assassinato.

Durante a Revolução Francesa, o físico e revolucionário Joseph-Ignace Guillotin conseguiu aprovar uma lei que exigia que todas as execuções fossem realizadas por “meio de uma máquina”.

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As máquinas de decapitação já haviam sido usadas na Irlanda e na Inglaterra. Guillotin acreditava que esse método era mais “humano” do que enforcamento e fuzilamento. O governo testou a guilhotina francesa em cadáveres em 25 de abril de 1792. A primeira execução na França revolucionária com a máquina foi de um assaltante de estradas.

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A máquina ficou conhecida como guilhotina por causa de seu promotor. Os revolucionários decapitaram mais de 10 mil pessoas durante a revolução. Entre os decapitados estão Luís XVI e Maria Antonieta, que eram o rei e a rainha da França, respectivamente.

O uso da guilhotina continuou ao longo dos séculos 19 e 20 na França, até a última execução, em 1977. Em setembro de 1981, a França aboliu a pena de morte e encerrou definitivamente o uso da guilhotina. Existe um museu dedicado à guilhotina em Liden, na Suécia.

A Revolução Francesa

6 de outubro
Tomada das Tulherias durante a Revolução Francesa, óleo sobre tela de Jean Duplessis-Bertaux, 1793. Coleção do Palácio de Versalhes | Foto: Reprodução/Wikimedia

A Revolução Francesa teve início em 1789 e se estendeu até 1799. O período é um dos eventos mais marcantes da história mundial. A época marcou diversas transformações sociais, políticas e econômicas que redefiniram a política na França.

Esse movimento provocou a queda da monarquia. No fim do século 18, a França vivia uma grave crise econômica e social. O país possuía muitas dívidas, principalmente por causa dos gastos da monarquia e das despesas da Guerra dos Sete Anos e da Guerra de Independência Norte-Americana.

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A população sofria com altos impostos e escassez de alimentos. Além disso, as ideias iluministas, que defendiam os direitos individuais e a separação dos poderes, ganharam força na burguesia e em parte da nobreza. A combinação da crise econômica e da difusão dessas ideias criou um terreno fértil para a insatisfação popular.

A Revolução Francesa começou com a convocação dos Estados Gerais, em maio de 1789 — uma assembleia que reunia representantes do clero, da nobreza e do povo. No entanto, as tensões rapidamente escalaram, o que levou à formação da Assembleia Nacional Constituinte e à tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789.

Mudanças radicais na França

Luís XIV da França, o Rei Sol. Pintura de Hyacinthe Rigaud (1701) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Os eventos que se seguiram marcaram uma série de mudanças radicais na França. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada em agosto de 1789, estabeleceu novos princípios de “igualdade” e “liberdade”. As ações enfraqueceram gradualmente a monarquia absolutista, culminando na execução de Luís XVI, em 1793. Os revolucionários executaram o rei em uma guilhotina.

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Um dos momentos mais polêmico da revolução foi o período do Terror, liderado por Maximilien Robespierre e os jacobinos. Entre 1793 e 1794, os revolucionários executaram milhares de pessoas na guilhotina sob a acusação de traição. O regime de terror visava a eliminar qualquer oposição à revolução, mas gerou um clima de medo e desconfiança generalizados.

A Revolução Francesa terminou oficialmente em 1799, com o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte, que estabeleceu o Consulado e, posteriormente, o Império Napoleônico. Esses ideais inspiraram movimentos de independência e reformas em toda a Europa e nas Américas.

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