publicidade
Curiosidades

ANS inclui cirurgia robótica na cobertura obrigatória dos planos de saúde

A decisão tem sido vista como um avanço para pacientes com câncer de próstata no país

ans saúde cirurgia robótica próstata
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que mais de 71,3 mil homens recebem diagnóstico de câncer de próstata anualmente no Brasil | Foto: Divulgação/ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão da prostatectomia radical assistida por robô no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. A decisão representa um avanço para pacientes com câncer de próstata no país.

A obrigatoriedade da cobertura desse procedimento, considerado o mais moderno para tratar esse tipo de tumor, passará a valer a partir de abril de 2026.

Receba nossas atualizações

A nova diretriz segue a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), publicada em outubro, que concedeu prazo de 180 dias para a adaptação dos planos de saúde à oferta do serviço.

+ Leia mais notícias de Saúde em Oeste

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelam que mais de 71,3 mil homens recebem diagnóstico de câncer de próstata anualmente no Brasil.

Mesmo com os avanços tecnológicos e terapêuticos, o Brasil ainda registra mais de 16 mil mortes anuais pela doença, reflexo do diagnóstico tardio.

Especialistas reforçam que, embora as chances de cura sejam elevadas quando o problema é identificado precocemente, muitos homens só procuram atendimento em estágios avançados, dificultando o tratamento.

Modernização e impactos na saúde suplementar

Na rede pública, 40 plataformas robóticas estão em funcionamento, e a incorporação dessa tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS) exige que os planos privados também disponibilizem o procedimento, conforme determina a legislação.

“Um passo importante na modernização da saúde suplementar, ampliando o acesso a tecnologias que oferecem melhores resultados clínicos e mais qualidade de vida aos pacientes”, afirmou Wadih Damous, presidente da ANS.

Leia mais: “A boa ciência é que alimenta o mundo”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 293 da Revista Oeste

Estudos revelam que, além da eficácia e segurança, a cirurgia robótica proporciona maior precisão e benefícios como menor sangramento, redução do tempo de internação e diminuição de complicações cardíacas e vasculares.

ANS lida com desafios para implementação

A ANS destacou que a distribuição desigual da tecnologia é um desafio, já que a maioria dos equipamentos está concentrada nas regiões Sudeste e Sul.

“A efetividade da medida depende de uma implementação estruturada”, disse Lenise Secchin, diretora da ANS. “Nosso foco é orientar o setor para que a incorporação da tecnologia ocorra com segurança, qualidade assistencial e condições adequadas de oferta aos beneficiários.”

Leia mais:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade