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Anvisa amplia combate a canetas emagrecedoras do Paraguai

Agência endurece fiscalização e proíbe nova marca vendida de forma irregular no Brasil

Polícia Federal mostra lote de medicamentos apreendido por suspeito de falsificação | Foto: Divulgação/PRF
Polícia Federal mostra lote de medicamentos apreendido por suspeito de falsificação | Foto: Divulgação/PRF

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou as ações contra a entrada de canetas emagrecedoras vindas do Paraguai e ampliou a lista de produtos proibidos no país. O órgão tem reforçado operações de fiscalização diante do crescimento da venda irregular de medicamentos usados para perda de peso, principalmente pela internet e redes sociais.

Nos últimos meses, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de diferentes marcas comercializadas sem autorização sanitária no Brasil. Entre elas estão versões à base de tirzepatida e retatrutida, substâncias presentes em medicamentos para obesidade e diabetes.

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Anvisa e a “guerra de preços”

A nova ofensiva da agência inclui o veto a uma marca recém-anunciada no mercado paralelo. Segundo a Anvisa, os produtos não possuem registro sanitário, não apresentam garantias sobre origem ou composição e podem representar risco à saúde dos consumidores.

O avanço dessas canetas ilegais ganhou força devido à diferença de preços entre Brasil e Paraguai. Em cidades de fronteira, medicamentos semelhantes aos vendidos legalmente no mercado brasileiro passaram a circular de maneira informal, muitas vezes transportados por atravessadores ou revendidos em grupos de mensagens e redes sociais.

Leia também: “A fraude dos justiceiros”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 321 da Revista Oeste

A Anvisa afirma que muitos desses produtos são fabricados por empresas desconhecidas ou sem autorização para operar no Brasil. Em alguns casos, nem mesmo o fabricante aparece identificado nas embalagens, o que impede qualquer rastreabilidade em caso de efeitos adversos.

A atuação da agência ocorre pouco tempo depois da polêmica envolvendo a suspensão da venda de lotes de detergentes da marca Ypê. A Anvisa determinou a retirada temporária de produtos do mercado depois de identificar supostas irregularidades. A decisão provocou forte repercussão nas redes sociais por suspeita de perseguição política. No passado, a fabricante do detergente doou dinheiro à campanha do então candidato Jair Bolsonaro. A atuação da Anvisa, em ano de eleição, é interpretada por opositores ao governo Lula da Silva como tentativa de retaliação e intimidação.

Depois da pressão pública e de esclarecimentos apresentados pela fabricante, a Anvisa acabou revendo parte das restrições impostas aos produtos da empresa. O episódio aumentou o nível de atenção sobre as decisões da agência e ampliou discussões sobre fiscalização sanitária e segurança do consumidor.

Além das apreensões, a Anvisa anunciou novas medidas para ampliar o monitoramento de importadoras, endurecer regras de manipulação e intensificar a cooperação com vigilâncias estaduais e órgãos internacionais. O objetivo é conter o crescimento do mercado clandestino de medicamentos para emagrecimento.

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