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Curiosidades

Ministério da Saúde alerta para transmissão da febre Oropouche de gestantes a bebês

Órgão intensifica vigilância depois de detectar anticorpos do vírus causador da doença em casos de abortamento e microcefalia

Gestante. Para ilustrar o problema da dooença alertada pelo Ministério da Saúde
Ministério da Saúde informa que 'não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas' | Foto: Reprodução/Pexels.com

O Ministério da Saúde emitiu um alerta a Estados e municípios brasileiros para intensificarem a vigilância em saúde devido à possibilidade de transmissão vertical do vírus causador da febre Oropouche.

A medida foi necessária depois de o Instituto Evandro Chagas, vinculado à pasta, detectar anticorpos do arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) em casos de abortamento e microcefalia.

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Em uma nota publicada na quinta-feira 11, o ministério explicou que o achado significa que o vírus é passado da gestante para o feto, durante a gestação, o parto ou a amamentação — a transmissão vertical. Mesmo assim, “não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”.

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Além disso, a pasta orientou que a vigilância deve ser intensificada nos meses finais da gestação e no acompanhamento de bebês de mulheres com infecções por dengue, zika, chikungunya ou febre Oropouche.

Medidas de proteção e orientação à população do Ministério da Saúde

vacina dengue
A fachada do Ministério da Saúde, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministério também recomendou a coleta de amostras e o preenchimento de fichas de notificação por parte da população. Orientou a ainda sobre medidas de proteção para gestantes, como:

  • evitar áreas com maruins e mosquitos;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • usar roupas que cubram o corpo; e
  • aplicar repelente.

+ Bahia registra 1ª morte por febre oropouche

Desde 2023, o serviço de detecção de casos de Oropouche está em todo o Brasil, com a disponibilização de testes diagnósticos para a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Antes concentrados na Região Norte, agora, outras regiões do país estão com identificações da doença. “A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação à possível transmissão vertical de doenças”, explica o ministério, em nota. “Isso é fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, afirmou o ministério.

Leia também: “O morcego e o mosquito”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 225 da Revista Oeste

Identificada pela primeira vez no Brasil em 1960, a febre Oropouche teve casos isolados e surtos, principalmente na Amazônia. Também houve registros no Panamá, na Argentina, na Bolívia, no Equador, no Peru e na Venezuela. Com a ampliação da investigação no Brasil, mais de 7 mil casos tiveram confirmação, com transmissão local em 16 Estados.

Características e histórico da febre Oropouche

Mosquito Culicoides, que transmite a febre do Oropouche
Mosquito Culicoides é transmissor da febre Oropouche | Foto: Divulgação/Sesab

A febre Oropouche é causada pelo arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense. Seus sintomas incluem febre repentina, dores de cabeça, musculares, nas articulações e atrás dos olhos, além de tontura, calafrios, náuseas e vômitos.

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Em cerca de 60% dos pacientes, febre e dor de cabeça persistem por até duas semanas. Não há tratamento específico, e a prevenção se baseia na proteção contra mosquitos transmissores.

O vetor da febre Oropouche é um inseto pequeno, de 1 a 3 milímetros. Ele é popularmente conhecido como “maruim” ou “mosquito pólvora”. Sua coloração varia de cinza a castanho escuro e possui asas curtas e largas

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