A cultura por trás das criptomoedas

O fenômeno vem ganhando influência a cada ano que passa
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O futuro bate à nossa porta
O futuro bate à nossa porta | Foto: Divulgação

Alan Fernandes*

As criptomoedas são um fenômeno recente, que vem ganhando influência a cada ano que passa. Por meio da criptografia, característica principal das criptomoedas, é possível fazer trocas sem a necessidade de uma autoridade central como um banco. Sendo assim, elas passam a competir diretamente com as moedas emitidas pelos Estados. O bitcoin, inclusive, nasceu como uma forma de trazer liberdade financeira para seus usuários, libertando-os da interferência do Estado. Ele é o principal representante das criptomoedas e a mais valiosa, chegando a valer mais de US$ 60 mil, com uma capitalização de mercado de mais de US$ 1 trilhão. Como tudo em cripto, o ano foi muito intenso. Não faltou volatilidade, idas e vindas. Mas o caminho rumo a uma maior adoção dessa tecnologia pelo mundo se fortaleceu.

O ano de 2021 vai ficar marcado pelo maior crescimento já registrado no mercado de criptomoedas. Da escolha do termo NFT (fazendo um paralelo com o mercado imobiliário, um NFT é como a escritura de um imóvel) como “palavra do ano” pelo dicionário Collins aos recordes de preço de criptomoedas como bitcoin e ether, passando pela retrospectiva do Google que mostrou que o termo “Como comprar bitcoin” superou “como comprar ações” em total de buscas, são várias as comprovações sobre esse desenvolvimento acelerado.

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Um dos aspectos que 2021 ajudou a consolidar foi que criptoativos não são apenas bitcoins. Esse universo, na verdade, reúne uma rede complexa com inúmeras aplicações, desde games até infraestrutura do setor financeiro. Ao contrário do bitcoin, outras grandes criptomoedas que não foram criadas com o intuito de desafiar o sistema monetário internacional já começam a se consolidar no mercado e ganhar reconhecimento e relevância no mundo cripto.

O resultado dessa conscientização foi a entrada recorde de investidores tradicionais no setor, fazendo com que 2021 possa ser considerado o maior ciclo de investimento no mercado de criptomoedas da história. Esse grande volume de capital tende a ter impactos significativos no longo prazo, principalmente nos últimos trimestres de 2022 e no início de 2023. O processo de maior institucionalização do mercado é irreversível, o que deve alimentar cada vez mais fluxo de capital para esse mercado.

As carteiras de criptomoedas estão mudando e apresentando cada vez mais novas funções. Boa parte disso deve-se ao ambiente de desenvolvimento aberto do setor, onde todos podem criar e participar, ao contrário das moedas fiduciárias (emitida por governos e bancos centrais), cercadas de burocracia e centralização. E todos os anos novos exemplos entram no mercado. Em 2013, existiam apenas 66 criptomoedas, enquanto em 2021 esse número subiu para 4,5 mil. Eu mesmo lancei este ano a Florim Corp, a primeira criptomoeda baseada em pesquisas antropológicas e ufológicas. O projeto é um blockchain apoiado por uma filosofia científica, onde nós pretendemos propagar referenciais de pesquisa sobre a origem da humanidade, civilizações antigas e tecnologias ancestrais.

Essa experiência demonstra que tudo o que gera curiosidade e gera paixões também pode gerar valor. E graças as criptomoedas está se transformando num negócio rentável também. Mais do que isso, essa é uma revolução no mercado cultural. Uma forma de relação nova entre os públicos e seus nichos de interesse. Atualmente podemos ver casos de uso de criptomoedas e tokens em diversos setores da indústria, principalmente ligados à arte, porém gradualmente estão chegando em ambientes não digitais, como no caso de esportes.

O mesmo pode ser visto em outras áreas como a de jogos com a crescente popularização do P2E (Play-to-Earn) onde jogadores podem ganhar dinheiro ao jogar. Assim como outros setores como música também estão ganhando tração. 2021 também foi o ano das memecoins, com uma festa sendo gerada em volta dos tokens associados a cachorros: Dogecoin, Shiba e por aí vai. Fortunas foram feitas nos movimentos desses tokens e, aos poucos, as chamadas moedas exóticas ganham capilaridade na sociedade e se tornam uma realidade cotidiana.

Essa fusão entre modelo de negócios mais tradicionais com as criptomoedas é mais uma afirmação de que é necessário entendê-las. Embora muitos casos de uso sejam novos, eles estão ocupando um espaço cada vez maior na vida das pessoas a cada novo ciclo. O maior desafio das marcas e moedas em atrair mais pessoas é o esclarecimento sobre o que é a criptomoeda. Por ser digital e envolver criptografia em todas as etapas das transações, é uma moeda abstrata e intangível, muito diferente do dinheiro que a humanidade está familiarizada a transacionar há séculos. Quando me perguntam se a criptomoeda representa o futuro do dinheiro o que costumo responder é que não sei se ela será o futuro do dinheiro, porém sem dúvida será o futuro. E esse futuro já bate à nossa porta.

Leia também: “Metaverso: muito além do Facebook”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 94 da Revista Oeste


*Alan Fernandes é empresário, filantropo, investidor em ativos digitais, cripto-pesquisador, patrocinador cultural, exportador, curador de negócios de pequenas e médias empresas e investigador quântico.

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