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Economia

Acordos com a CVM encerraram processos ligados ao Banco Master

Pagamentos milionários suspenderam apurações administrativas sobre fundos

Fachada do Banco Master, em São Paulo
O Master adquiriu o Will Bank em 2024 | Foto: Divulgação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) encerrou processos administrativos que envolvem executivos ligados ao Banco Master por meio de termos de compromisso que somam R$ 6,1 milhões, em valores atualizados. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. O mecanismo, previsto em lei, permite a suspensão e o arquivamento de apurações mediante pagamento, sem análise de mérito nem reconhecimento de responsabilidade.

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Entre os beneficiados estão Daniel Vorcaro, controlador do banco, Luiz Antonio Bull e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos figuraram em investigações da Polícia Federal relacionadas à instituição. Na esfera administrativa, os casos analisados pela CVM tratavam de supostas falhas no mercado financeiro, com foco em fundos de investimento.

Casos e valores envolvidos em acordos sobre o Master

O acordo mais recente envolveu Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Em novembro de 2022, a CVM aceitou um termo global de R$ 2,9 milhões para encerrar apurações sobre operações em fundos imobiliários. Segundo a acusação, o então operador do Banco Máxima coordenava negociações concentradas no fim de cada mês para sustentar preços de ativos como CARE11 e BZLI11. Para a suspensão do processo, Silva pagou R$ 736 mil, enquanto a instituição desembolsou R$ 2,2 milhões.

Em janeiro de 2021, Vorcaro e Bull também firmaram compromisso com a autarquia. Cada um assumiu o pagamento de R$ 250 mil para evitar o julgamento em um processo que envolvia a corretora Máxima e outros investidores. O valor total do acordo chegou a R$ 2,3 milhões, com participação financeira da própria corretora e de terceiros citados no caso.

A CVM informou que não comenta processos específicos. O órgão destacou que nem todas as tentativas de acordo prosperam. Um procedimento que envolve Bull e um fundo administrado pelo Banco Safra segue em análise, sem termo de compromisso aceito. Segundo a acusação, houve atuação passiva na gestão do fundo, o que teria permitido desvios de recursos de entidades de previdência. Um parecer de junho de 2025 rejeitou a proposta de encerramento negociado, e o caso permanece aberto.

Leia também: “Cunhado de Vorcaro doou apartamento de luxo a nutricionista”

E mais: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste

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