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Economia

Nubank compra Porto Real para obter licença bancária no Brasil

Intenção da fintech de obter licença bancária no país já havia sido informada ao mercado em dezembro de 2025

Pelos critérios do BC, no quarto trimestre do ano passado o Nubank tinha 100,770 milhões de clientes, ante 98,503 milhões do Itaú
Nubank anunciou a aquisição do Porto Real de Investimentos | Foto: Divulgação/Nubank

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O Nubank anunciou a compra do Banco Porto Real de Investimentos, uma transação que precisa da aprovação do Banco Central (BC). A fintech visa a obter uma licença bancária no Brasil. O Banco Porto, fundado em 1992 no Rio de Janeiro, permitirá ao Nubank operar com mais legitimidade, especialmente depois da determinação do BC que proíbe o uso de termos como "banco" por instituições sem autorização.

O Nubank anunciou nesta segunda-feira, 20, a compra do Banco Porto Real de Investimentos. A transação, que ainda depende de aprovação do Banco Central (BC), é uma estratégia que deve permitir à fintech a obtenção de uma licença bancária no Brasil.

O Banco Porto Real de Investimentos S.A. é uma pequena instituição financeira fundada em 1992, no Rio de Janeiro,  que atua na concessão de crédito a clientes de atacado. 

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A intenção do Nubank de obter uma licença bancária no país já havia sido informada ao mercado em dezembro de 2025. Em novembro do ano passado, o BC determinou que instituições de pagamento e fintechs não poderiam usar em seus nomes expressões como “banco” ou “bank” se não tivessem autorização formal para operar como banco.

Segundo o BC, as instituições não poderão utilizar, em seus nomes, termos alheios à sua atividade original. Um dos objetivos da autoridade monetária é coibir o uso indiscriminado do termo “banco” por parte de empresas que não possuem essa autorização específica.

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O caso do Nubank é considerado o mais emblemático por causa do peso da instituição, reconhecida por muitas pessoas como um banco. Com a mudança, é possível que as fintechs, que geralmente operam sob a licença de instituição de pagamento (e não de banco), não possam mais utilizar o termo em seus nomes.

“Será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”, informou o BC, na época.

O que diz o Nubank

Por meio de nota, o Nubank informou que, assim que finalizado o processo de aquisição, “a licença bancária do Banco Porto Real se somará às outras licenças com as quais o Nubank já opera e que atendem plenamente ao seu modelo de negócios”. “Todas as obrigações assumidas pelo Banco Porto Real serão cumpridas conforme as diretrizes estabelecidas no acordo de aquisição”, afirma o Nubank.

Ainda de acordo com o Nubank, nada mudará para os 115 milhões de clientes no país. O aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição permanecem os mesmos.

“Nosso DNA de inovação segue intacto e seguimos comprometidos em aprofundar nossa relação com cada cliente, oferecendo mais soluções com a mesma simplicidade que sempre nos definiu”, afirmou a CEO do Nubank Brasil e para a América Latina, Livia Chanes.

Em março deste ano,o Nubank se filiou à Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Atualmente, a companhia é a maior instituição financeira privada do país em número de clientes. Para 2026, o Nubank anunciou R$ 45 bilhões em investimentos.

Leia também: “BC autoriza Nubank a operar no mercado de câmbio”

O que diz o BC

Segundo a determinação do BC, todas as instituições de pagamento que utilizam termos como “banco” ou “bank” deverão ser regularizadas, seja por meio de mudança de marca, adequação de nome fantasia ou mesmo reestruturação societária, para não correrem risco de sanções regulatórias.

A norma tem como objetivo evitar confusão para consumidores e impedir que fintechs sem licença bancária se apresentem de forma que induzam o público a pensar que têm os mesmos direitos e garantias de um banco tradicional, como a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Além disso, a medida faz parte de um endurecimento regulatório mais amplo sobre fintechs e instituições de pagamento. Recentemente, o BC também elevou os requisitos de capital exigidos dessas empresas – movimento que, segundo o órgão, visa a fortalecer a solidez do sistema financeiro.

Leia também: “Justiça dá 15 dias ao Nubank para responder a ação sobre juros do cartão”

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