Aneel estima reajuste de 21% na conta de luz em 2022

Trata-se da maior alta desde 2015, quando os consumidores residenciais tiveram de pagar 31% a mais pelo serviço
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A conta de luz ficará ainda mais cara em 2022
A conta de luz ficará ainda mais cara em 2022 | Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calculou que o reajuste tarifário médio nas contas de luz em 2022 deve ser de 21%, informou O Estado de S. Paulo. Trata-se da maior alta desde 2015, quando os consumidores residenciais tiveram de pagar quase 31% a mais pelo serviço.

“Nesse contexto, nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%, quando avaliado todo o universo de custos das distribuidoras e incluídos esses impactos das medidas para o enfrentamento da crise hídrica”, escreveu Claudio Elias Carvalho, o superintendente adjunto de gestão tarifária.

A decisão definitiva do reajuste que será aplicado nas contas de luz em 2022 cabe à diretoria da Aneel.

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Crise energética

Segundo os técnicos da agência, o déficit de arrecadação do sistema de bandeiras tarifárias chegará a R$ 13 bilhões até abril de 2022, mesmo considerando a aplicação da bandeira escassez hídrica às contas de luz, que adiciona R$ 14,20 às faturas para cada 100 quilowatt-hora (kW/h) consumidos.

O custo da produção de energia aumentou porque o país teve de acionar as usinas termelétricas para garantir o fornecimento de eletricidade. As termelétricas são as usinas mais caras do sistema, pois utilizam combustíveis como carvão, óleo, óleo diesel e gás natural para funcionar.

Além do déficit na arrecadação do sistema de bandeiras, a compra emergencial de energia de reserva, no leilão realizado em outubro, custará R$ 9 bilhões em 2022, o equivalente a um impacto tarifário médio de 4,5%, segundo os dados da superintendência da Aneel.

Além das fronteiras

Reportagem de Luís Kawaguti publicada na Edição 83 da Revista Oeste mostra o choque da crise energética global. Na União Europeia, a escassez de gás fez as contas de luz triplicarem. Na China, a alta nos preços do carvão tem gerado apagões e redução da produção industrial. Nos Estados Unidos, o valor da gasolina disparou devido a uma alta do petróleo.

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