O Brasil não corre risco de ficar sem combustíveis durante o mês de maio. O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, garantiu nesta quarta-feira, 13, que o fornecimento segue normal. Watt afirmou que o abastecimento ocorre de forma adequada e que não existem gargalos físicos no país.
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A agência monitora os impactos da guerra entre Irã e Israel, que elevou o preço do petróleo para patamares próximos de US$ 100 o barril. O diretor minimizou os efeitos do conflito no volume de carga que chega ao Brasil. Ele destacou que a produção nacional de biocombustíveis ajuda a manter a segurança energética do mercado doméstico.
Flexibilização de regras
A ANP decidiu prorrogar a suspensão da obrigatoriedade de estoques mínimos de gasolina e diesel até 30 de junho. A medida permite que refinarias e distribuidoras vendam o combustível que antes ficava guardado como reserva regulatória. O objetivo é aumentar a oferta imediata e reduzir a pressão sobre os preços nas bombas.
A norma original exigia reservas semanais médias de derivados. Com a mudança, o governo tenta dar fluidez ao transporte e aproximar o produto do consumidor final. A agência comunicou os agentes do setor sobre a extensão do prazo ainda em abril, com objetivo de conter os danos das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Dependência externa e diesel
O cenário internacional segue instável devido às ameaças ao transporte de óleo pelo Estreito de Ormuz. O Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel consumido internamente. Essa necessidade externa aumenta a exposição da economia brasileira à volatilidade do mercado global de energia.
Além de liberar os estoques, o governo federal reduziu tributos de forma temporária para tentar segurar os valores dos combustíveis. Especialistas revelam que o preço do barril continuará ditando o ritmo do mercado nacional. Por enquanto, a ANP mantém apenas o acompanhamento próximo da situação, sem demonstrar preocupação com a falta de produtos nas próximas semanas.
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