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• CNT estima impacto anual de quase R$ 12 bilhões com fim da escala 6×1
• Vander Costa afirma que a principal preocupação é a escassez de mão de obra
• Setor de transportes emprega cerca de 2,5 milhões de trabalhadores, segundo a CNT
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que o fim da escala de trabalho 6×1 poderá gerar impacto anual direto de quase R$ 12 bilhões para o setor de transportes, caso o Congresso Nacional aprove a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.
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Em entrevista ao jornal Valor Econômico nesta segunda-feira, 13, o presidente da entidade, Vander Costa, afirmou que a principal preocupação não é o aumento dos custos, mas o agravamento da falta de trabalhadores no segmento.
Segundo Costa, o setor emprega atualmente cerca de 2,5 milhões de pessoas e já enfrenta escassez de mão de obra. “Estimamos impacto anual de quase R$ 12 bilhões, mas o que mais nos preocupa não é o impacto financeiro, pois isso vai passar para preço, vai gerar inflação, mas é a falta de mão de obra”, disse.
CNT prevê impactos nos transportes urbanos
A mudança também pode afetar o transporte urbano de passageiros. Entre os possíveis efeitos apontados pela entidade estão a necessidade de contratar mais motoristas, pagar horas extras ou reduzir o número de viagens, especialmente aos fins de semana. Como alternativa de longo prazo, Costa mencionou a ampliação da capacidade dos ônibus por meio de veículos biarticulados.
A CNT propõe que eventuais mudanças nas jornadas sejam negociadas entre empresas e trabalhadores, em negociações coletivas. “Não entendemos que tem que engessar a jornada em uma emenda constitucional”, afirmou Costa. Caso a proposta avance, a entidade também propõe uma transição gradual para permitir a adaptação das empresas e reduzir impactos sobre preços e serviços.
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Costa ainda comentou a Medida Provisória (MP) do Frete, que perde a validade na próxima quinta-feira, 16. Ele classificou como “quase inaplicáveis” alterações aprovadas pela Câmara dos Deputados, como a previsão de piso salarial para motoristas de longa distância, e afirmou que mudanças nas regras de cadastro de motoristas podem aumentar o risco de roubo de cargas.
Perguntado sobre a paralisação convocada por caminhoneiros para pressionar o Senado a votar a proposta, minimizou a possibilidade de uma greve ampla. “Só tem medo de greve quem não está no setor”, encerrou.
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