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Economia

Apesar de redução, previsão da inflação de 2025 segue acima do teto da meta

A mediana do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 12, caiu de 5,53% para 5,51%; máximo esperado pelo governo é de 4,5%

Inflação Brasil Banco Central tarifas Trump
Publicação projeta, ainda, números para 2027 e 2028; confira | Foto: Reprodução/Pixabay

O mercado financeiro revisou para baixo, pela quarta vez consecutiva, suas expectativas para a inflação de 2025. A mediana do boletim Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta segunda-feira, 12, caiu de 5,53% para 5,51%, o que mantém a taxa 1,01 ponto porcentual acima do teto da meta, que é de 4,5%.

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Houve também ajuste da projeção para 2026, de 4,51% para 4,5%. Ou seja, a expectativa é que o índice se iguale ao limite superior da meta estabelecida.

O Banco Central projeta que o IPCA será de 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026. A meta de inflação é contínua e considera o IPCA acumulado em 12 meses, com um centro fixado em 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

Caso o IPCA permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não alcançou o objetivo.

Projeções de inflação e taxa Selic aos próximos anos

Prédio do Banco Central (BC)| Foto: Shutterstock

A previsão do boletim Focus para a inflação de 2027 mantém-se em 4% pela 12ª semana consecutiva. Para 2028, a mediana se manteve em 3,8% pela 20ª semana consecutiva — uma leve alteração em relação ao mês anterior, quando estava em 3,79%.

A mediana para a taxa Selic no final de 2025 permanece em 14,75%, o que sugere que os juros devem manter o nível atual até o final do ano. Na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) de 7 de maio, a taxa Selic foi de 14,25% ao ano para 14,75% ao ano.

O Comitê decidiu abandonar a sinalização futura, abrindo possibilidade para novas decisões nos encontros de 17 e 18 de junho.

“Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, divulgou o Copom.

Leia também: “A guerra do Rappi contra o Ifood”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 268 da Revista Oeste

O comitê também ajustou a descrição de seu balanço de riscos para a inflação, que agora é considerado simétrico. Ressaltou, ainda, que os juros devem permanecer a nível “significativamente contracionista por um período prolongado”, alterando a comunicação anterior que defendia uma Selic “mais contracionista”.

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