Uma pesquisa recente do PoderData mostrou que o apoio à venda de empresas estatais no Brasil atingiu 54%. Trata-se de marca recorde desde o início do levantamento, em setembro de 2021.
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Esse porcentual resulta da soma daqueles que defendem a venda parcial (35%) e dos que apoiam a alienação total (19%) das estatais.
O grupo favorável à continuidade das empresas sob controle do governo representa agora 41%, o menor índice já registrado pela pesquisa. Há um ano, esse porcentual era de 47%. Já no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando o presidente se posicionou contra privatizações, essa parcela estava em 50%.
O levantamento foi produzido pelo PoderData entre os dias 24 e 26 de janeiro, com 2,5 mil entrevistas em 111 municípios das 27 unidades da Federação. A empresa utilizou ligações para celulares e fixos. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Segundo o PoderData, para garantir a representatividade dos entrevistados por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, são necessários milhares de ligações — frequentemente ultrapassando 100 mil — até atingir a amostra ideal.
Percepção sobre a Petrobras e influência dos preços dos combustíveis

A pesquisa investigou também a opinião sobre a privatização especificamente da Petrobras. O resultado mostrou que 58% dos entrevistados se declararam contrários à venda da estatal, número 4 pontos porcentuais acima do registrado em janeiro de 2025. O apoio à desestatização ficou em 28%, enquanto 15% não souberam responder.
A diferença entre os que rejeitam e os que apoiam a privatização da Petrobras aumentou para 30 pontos porcentuais, contra 25 pontos há um ano. O crescimento da oposição à venda da empresa coincide com o período de queda no preço da gasolina distribuída para postos.
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Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o valor do combustível nas distribuidoras caiu R$ 0,44. Em 26 de janeiro deste ano, a Petrobras anunciou recuo de 5,2% no preço, reduzindo o valor médio do litro, vendido a R$ 2,57. A última redução havia ocorrido em outubro de 2025.
Diferenciais regionais no Brasil
Os dados demográficos mostram que o apoio à venda parcial é maior no Sul (39%) e entre quem tem renda acima de cinco salários mínimos (45%). O respaldo à venda total predomina no Norte (26%) e entre brasileiros com renda superior a dois salários mínimos (23%). Já a oposição se concentra no Nordeste (50%) e entre quem tem renda de até dois salários mínimos (46%).
O levantamento do PoderData reforça sinais de mudança no posicionamento do eleitorado do Brasil em relação ao papel do Estado na economia. O fato indica um distanciamento do discurso do governo Lula em ano eleitoral, conforme informações do portal Poder360.





































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