Autoridades ‘vendem’ Brasil à OCDE, mas entidade ignora o país

Ministros reforçam desejo de ingresso ao time de países-membros
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O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, defende a entrada do Brasil à OCDE | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, defende a entrada do Brasil à OCDE | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil | ernesto araújo - brasil na ocde

Ministros reforçam desejo de ingresso ao time de países-membros

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O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, defende a entrada do Brasil à OCDE | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Evento realizado na manhã desta segunda-feira, 26, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) serviu para ao menos três ministros brasileiros registrarem o desejo de o país entrar para a lista de membros da entidade. Por ora, contudo, a instituição demonstra — ao menos oficialmente — desconhecer essa possibilidade.

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Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo foi a primeira autoridade a falar no evento realizado de modo virtual. Ele aproveitou a participação para, em inglês, enaltecer que a transformação do Brasil em país-membro será positivo para os dois lados. Destacou que recomendações da entidade foram e estão sendo seguidas.

Ficou claro nosso compromisso com adesão a parâmetros da OCDE

“Ficou claro nosso compromisso com adesão a parâmetros da OCDE. A organização tem muito a ganhar ao ver um país como o Brasil ingressar como membro”, declarou Araújo, conforme informa o Estadão Conteúdo.

Brasil na OCDE!

Depois do chanceler foi a vez de o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, ter vez. Ele alegou que o ingresso à instituição ajudará a economia brasileira. “A adesão do Brasil à OCDE é um dos objetivos estratégicos do governo Bolsonaro. A adesão à OCDE irá contribuir significativamente ao processo de retomada”, pontuou.

Titular do Ministério das Comunicações, Fábio Faria foi o único a entrar no tema em si do evento on-line de hoje: apresentação de dois relatórios da OCDE sobre o setor de telecomunicações. Aproveitou, no entanto, para reforçar alinhamento do país com a entidade. “É preciso analisar diferença regulatória para internet e TV por assinatura”, declarou o ministro.

Brasil na OCDE?

Apesar do interesse explicitado por três integrantes do primeiro escalão do governo federal de ver o Brasil como país-membro, a OCDE ignora — em seu site oficial — essa possibilidade. A entidade destaca ser, atualmente, composta por 37 nações. Nesse sentido, informa que o último a entrar para o time foi a Colômbia e que há apenas um país em que a discussão para ingresso está “bem encaminhada”: a Costa Rica.

O Brasil é apenas classificado como “parceiro-chave”, definição utilizada pela instituição internacional para se referir à Indonésia e a outros três países que também compõem o bloco dos Brics: África do Sul, China e Índia. Dessa forma, seguirá o trabalho do governo brasileiro para ingressar à entidade e, como o nome sugere, contar com a cooperação de outros países-membros para se desenvolver economicamente.

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