O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avalia formalizar as indicações de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para as cadeiras vagas na diretoria do Banco Central. Em entrevista à Band, Haddad criticou o vazamento dos nomes nesta terça-feira, 3, mas confirmou que as sugestões buscam um equilíbrio entre a visão política do governo e o rigor acadêmico. Mello é o atual secretário de Política Econômica, enquanto Cavalcanti atua como professor na Universidade de Cambridge.
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A movimentação de Haddad ocorre em um momento de forte resistência no mercado financeiro. Analistas da Faria Lima enxergam na figura de Guilherme Mello um risco de interferência política direta do PT. Mello possui um perfil heterodoxo e já manifestou críticas à manutenção da taxa Selic em patamares elevados. Por outro lado, Tiago Cavalcanti é visto como um nome técnico, com vasta experiência em macroeconomia e passagens por instituições internacionais.
Haddad deseja encaminhar os dois nomes ao Senado Federal quanto antes. O objetivo é garantir que a cúpula do Banco Central esteja completa antes de sua eventual saída do ministério. O ministro defende a ideia de que as indicações respeitam a autonomia da instituição, mas parlamentares da oposição prometem uma sabatina rigorosa, especialmente em relação ao histórico partidário de Mello.
Haddad indica perfis distintos para acalmar os investidores
A estratégia de Haddad ao sugerir Tiago Cavalcanti é oferecer um contraponto técnico à indicação de Mello. Cavalcanti é mestre pela FGV e doutor pela Universidade de Illinois, sendo respeitado nos círculos acadêmicos por seus estudos sobre produtividade e crescimento. Já Guilherme Mello representa o núcleo pensante da economia petista e foi um dos coordenadores do plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
O mercado financeiro reagiu com volatilidade aos nomes. Por causa da incerteza, as taxas de juros futuros registraram oscilações ao longo do dia. Investidores temem que a entrada de Mello na diretoria de Política Econômica — responsável pela estratégia dos juros — possa enfraquecer a credibilidade de Gabriel Galípolo. Se aprovados, os novos diretores terão mandatos que avançam pelos próximos anos, influenciando as decisões sobre o controle da inflação.
O Palácio do Planalto ainda não oficializou as mensagens ao Legislativo. Haddad reforçou que a escolha final cabe a Lula, mas reiterou que os nomes sugeridos possuem a confiança necessária para conduzir a política monetária. A desconfiança do setor privado permanece alta, e o sucesso das indicações dependerá da capacidade dos escolhidos de demonstrarem compromisso com as metas de inflação durante as audiências na Comissão de Assuntos Econômicos.
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Se é indicação do partido das trevas, a coisa não vai dar bom e esse Taxad, não serviria nem para ser estagiário do Paulo Guedes!