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Economia

Por que Coca-Cola e Nestlé querem evitar tarifaço ao Brasil

Nova proposta de taxação dos EUA pode atingir US$ 15 bilhões em exportações brasileiras

O comércio entre os dois países caiu quase 13% no primeiro semestre, na maior retração bilateral em 30 anos | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
O comércio entre os dois países caiu quase 13% no primeiro semestre | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Os EUA consideram a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, que poderiam afetar cerca de US$ 15 bilhões em exportações, especialmente nos setores de ferro-gusa e açúcar. Essa discussão surge depois de uma queda de quase 13% no comércio bilateral no primeiro semestre, a maior em 30 anos, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Mais de 335 empresas, incluindo a Coca-Cola e a Nestlé, solicitaram ao governo dos EUA que reavalie a proposta.

Os Estados Unidos estudam aplicar uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros. Se a medida entrar em vigor, poderá atingir cerca de US$ 15 bilhões em exportações, com impacto sobre setores como ferro-gusa e açúcar.

O tema ganha importância depois dos efeitos da primeira rodada de tarifas. De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, o comércio entre os dois países caiu quase 13% no primeiro semestre, maior retração bilateral em 30 anos.

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Empresas norte-americanas também tentam evitar a medida. Ao menos 335 companhias, incluindo a Coca-Cola e a Nestlé, pediram ao governo dos EUA que reavalie a proposta por causa dos efeitos sobre as cadeias produtivas.

Além do tarifaço: estrangeiros otimistas sobre o Brasil

Em coluna publicada na Edição 330 da Revista Oeste, o leitor verá ainda que os indicadores da economia brasileira caminham em direções diferentes. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 1,9% para 2,4% a previsão de crescimento do Brasil para 2026 e 2027.

Ao mesmo tempo, o mercado reduziu pela primeira vez em 16 semanas a estimativa para a inflação deste ano, de 5,33% para 5,30%, mas continua apontando o desequilíbrio das contas públicas como um dos desafios para a queda dos juros.

Outro dado chama atenção. Os pedidos de recuperação extrajudicial passaram de três, em 2015, para 84 em 2025. Somente neste ano, outras 33 empresas recorreram ao mecanismo para renegociar dívidas em meio ao crédito mais caro.

Na Edição 330 da Revista Oeste, a coluna reúne esses indicadores, analisa os possíveis efeitos das tarifas sobre o comércio entre Brasil e EUA e mostra como empresários avaliam o cenário econômico e político para 2026. Assine já.

+ Leia o Guia de Economia do Brasil

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