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Economia

Banco Central: sindicato marca protesto e ameaça greve

Data da paralisação está marcada para o mesmo dia em que o Copom divulgará decisão sobre a taxa básica de juros

Banco Central | A expectativa é que o Banco Central reduza 0,5 pontos porcentual | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
A expectativa é que o Banco Central reduza 0,5 pontos porcentual | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) decidiu realizar um protesto na próxima quarta-feira, 1º. Trata-se do mesmo do mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará decisão sobre o patamar da Selic, a taxa básica de juros do país. A decisão foi definida em assembleia realizada nesta quinta-feira, 26.

Leia também: “Campos Neto esclarece ruídos sobre queda da Selic”

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Além do protesto em pleno dia de divulgação da Selic, a direção do Sinal indica a possibilidade de greve. A entidade cobra por parte do governo federal a implementação de nova estrutura para plano de carreira para os servidores do Banco Central (BC).

“Se o descaso por parte do governo continuar, o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da segunda quinzena de novembro pode vir a ser apresentado à categoria”, afirmou, em nota, o Sinal.

Banco Central: sindicato fala em protesto, greve e nova fase da “operação-padrão”

Banco Central
A pressão serve para que o governo de Lula reestruture as carreiras na autarquia | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O protesto marcado para a próxima semana e a ameaça de greve não são, contudo, as únicas movimentações por parte da diretoria do Sinal. A entidade também afirmou, nesta semana, que a terceira fase da chamada “operação-padrão” teve início.

Leia também: “Alunos invadem prédio da USP em protesto contra possível reprovação de grevistas”

A operação-padrão, ou operação tartaruga, é um tipo de manifestação por parte de servidores. Trata-se, a saber, da realização do que os próprios funcionários consideram como serviços básicos — nada além disso. Esse tipo de ação geralmente antecede paralisação de determinada categoria.

A consequência de uma operação-padrão é uma maior lentidão na prestação de serviços, causando prejuízos a empregadores. Quando o serviço é público, o objetivo seria divulgar “uma causa” à população.

De acordo com o sindicato, mais de 70% dos servidores do BC aderiram à nova fase da operação-padrão, que ocorre desde julho. Com essa postura por parte dos funcionários, o próprio Sinal afirma que isso impacta em projetos do banco, como a implementação da moeda digital Drex e o projeto do Pix parcelado.

O sindicato informou, por fim, que a apresentação de dados de atividades econômica e de supervisão sentiriam os efeitos da paralisação. Além disso, a entidade afirma que há a possibilidade de mais adiamentos e suspensão das atividades com agentes do mercado financeiro.

Leia também: “O inferno astral da Petrobras”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 188 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Uns privilegiados que deveriam ser sumariamente demitidos

  2. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Será que o Milei não está certo quando diz que vai fechar o Banco Central da Argentina?? Olha que já conheci gente muita séria, competente e comprometida no Banco Central do Brasil, mas esses foram outros tempos. Hoje principalmente com o retorno do pai dos pobres os sindicatos também se levantaram das sombras fazendo a única coisa que sabem fazer, induzir os associados a fazer menos e reclamar por mais pagamentos e benesses. Alguém me aponte um sindicalista que tenha dado duro na vida e eu me retrato. É o exemplo que podem dar.

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Esse é o DNA dos acomodados concursados do Banco Central.
    Em terra de cego se acham os donos da cocada preta por terem passado num concurso público.
    Isso para o nível dos medíocres é o máximo!
    Merecem, segundo seus próprios juízos, como prêmios, regalias e benesses a vida inteira.
    Pobre Brasil refém desses descansados que se juntam em sindicatos para locupletação de seus líderes, partidos políticos e associações inúteis.
    Tudo isso se beneficiando, de fato, do trabalho e esforço de alguns!

  4. Antonio Carlos Roos
    Antonio Carlos Roos

    Bando de previligiado falando em greve.. demite tudo!

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