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Economia

Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre caso Master

Autoridade monetária restringe acesso a documentos e cita risco à estabilidade do sistema financeiro

Banco Central: sob pressão das instituições financeiras | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Segundo o Banco Central, a liberação pode comprometer atividades de inteligência | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) classificou como sigilosos os documentos da liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão impõe restrição de acesso por oito anos. As informações vieram à tona por meio da Lei de Acesso à Informação. A emissora CNN Brasil obteve os dados junto à autoridade monetária.

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O BC afirma que a divulgação imediata pode afetar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, indicou o sigilo em novembro do ano passado. Com a medida, o acesso aos documentos permanece restrito até novembro de 2033.

Galípolo - banco central - bc
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, entrou com o pedido em novembro de 2025 | Foto: Reprodução/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A decisão atinge peças relacionadas ao processo de liquidação. Segundo o Banco Central, a liberação pode comprometer atividades de inteligência. O órgão cita investigações e fiscalizações em andamento.

Pressão de órgãos de controle

No fim de março, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), cobrou esclarecimentos. Ele pediu indicação de quais trechos devem permanecer sob sigilo.

O relator também questionou se parte do material poderia ser divulgada. A solicitação integra o acompanhamento do caso pelo TCU. Antes da intervenção do Banco Central, o Banco Master apresentou defesa ao tribunal. A instituição negou risco sistêmico e problemas de gestão.

A manifestação respondeu a questionamentos sobre operação de R$ 12,2 bilhões com o Banco Regional de Brasília (BRB). O caso entrou na mira da Corte de Contas. O Ministério Público no TCU apontou possíveis impactos ao BRB. Em resposta, o Master afirmou não haver omissão do Banco Central.

A instituição também negou irregularidades na operação. O banco pediu o arquivamento do processo. A manifestação foi enviada em 28 de maio de 2025. O Master declarou ausência de provas de insolvência, má gestão ou violação de normas.

1 comentário
  1. ljorgedacunha@gmail.com
    [email protected]

    Este país é uma vergonha. Onde está o Senado Federal para se posicionar? Qual o legado que essa geração irá passar para os jovens? Que somos o país da avacalhação.

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