Boletim Focus: mercado volta a subir estimativa de inflação em 2021

Analistas elevaram projeções para o IPCA de 8,35% para 8,45%; foi a 25ª semana consecutiva de alta do índice
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Boletim Focus, do Banco Central, divulgou os novos dados nesta segunda-feira, 27
Boletim Focus, do Banco Central, divulgou os novos dados nesta segunda-feira, 27 | Foto: Ahmad Ardity/Pixabay

Economistas e analistas do mercado consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a aumentar a projeção de inflação para 2021. É o que mostra o relatório do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27.

De acordo com o boletim, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 8,35% para 8,45%. Foi a 25ª semana consecutiva de elevação do índice.

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O centro da meta de inflação é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. A expectativa do mercado, portanto, é que o Brasil passe longe de cumprir a meta em 2021.

Para 2022, segundo os analistas ouvidos pelo BC, a inflação deve ficar em 4,12%. Na semana passada, a projeção era 4,1% para o ano que vem.

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Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, os economistas mantiveram a estimativa da semana passada, de crescimento de 5,04% neste ano. Já para 2022, houve uma redução de 1,63% para 1,57%.

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Análise

Ouvido pela reportagem de Oeste, o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), explicou que um aumento de 0,1 ponto porcentual na projeção de inflação de uma semana para outra “é muita coisa”.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, afirma. De acordo com Pessôa, a nova estimativa dos analistas consultados pelo Banco Central reflete “o tamanho da surpresa inflacionária que apareceu no IPCA-15 [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15] de setembro”.

Como Oeste informou, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação do país, atingiu o maior patamar para o mês de setembro desde o início do Plano Real, em 1994.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acelerou de 0,89%, em agosto, para 1,14%, neste mês. Em setembro de 1994, ficou em 1,63%. “A surpresa nem é o índice. É a diferença entre o esperado e o realizado”, disse Pessôa.

Por outro lado, apesar das 25 semanas seguidas de alta nas projeções de inflação, o economista afirma que não é possível falar em descontrole. “Foram muitos choques em seguida. Difícil avaliar. Mas não acho que há descontrole na inflação.”

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3 comentários Ver comentários

  1. Um retrocesso até na gestão da economia, assim como no meio ambiente, na cultura, nos direitos trabalhistas, na pobreza, na educação, na saúde…

    1. Antigamente o Brasil tinha milhões de técnicos de futebol, hoje tem esses especialistas de coisa nenhuma. O cara recebe o combo, pão com mortadela, tubaina e R$ 30,00, para falar besteiras.

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