Boletim Focus projeta inflação no teto da meta em 2022

Para 2021, a projeção é que o índice fique em 10,15%; mercado voltou a reduzir estimativa para o PIB
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Boletim Focus, do Banco Central, divulgou seu novo relatório nesta segunda-feira, 29
Boletim Focus, do Banco Central, divulgou seu novo relatório nesta segunda-feira, 29 | Foto: João Geraldo Borges Junior/Pixabay

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 29, pelo Banco Central (BC) projetou pela primeira vez uma inflação no teto da meta estipulada pelo governo para 2022.

Segundo os analistas do mercado consultados pelo BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançará 5% no ano que vem. Na semana passada, a estimativa era de 4,96% — foi a 19ª alta consecutiva.

Em 2022,  a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

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Para 2021, segundo o Boletim Focus, a projeção é uma inflação de 10,15% (ante 10,12% da última semana). Trata-se da 34ª semana consecutiva de alta do indicador.

O centro da meta de inflação para este ano é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021 — a expectativa do mercado, portanto, é que o Brasil passe longe de cumprir a meta em 2021.

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas ouvidos pelo BC voltaram a reduzir as expectativas em relação ao crescimento da economia. Para 2021, a projeção caiu de 4,8% para 4,78%.

Já para o ano que vem, o mercado projeta uma alta de 0,58% (na semana passada, era de 0,7%).

Juros

A perspectiva para a taxa básica de juros da economia (Selic) foi mantida em 9,25% ao ano, segundo o Boletim Focus. Para o fim de 2022, os analistas do mercado também mantiveram a estimativa em 11,25% ao ano.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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