Bolsas da Europa têm pior dia desde junho com ameaças de ‘lockdown’

França entrará em isolamento a partir de meia-noite, enquanto o primeiro-ministro britânico é pressionado para tomar medida no país.
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França volta ao <i>lockdown </i> à meia-noite | Foto: Roberta Ramos/Revista Oeste
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França entrará em isolamento a partir da meia-noite, enquanto o primeiro-ministro da Inglaterra é pressionado a tomar medida no país

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França volta ao lockdown à meia-noite | Foto: Roberta Ramos/Revista Oeste
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A subida vertiginosa do número de infectados pelo coronavírus na Europa faz com que alguns países já voltem a ameaçar a retomada dos lockdowns, isolamentos totais da população em casa. A França, por exemplo, já adotará a medida a partir da meia-noite e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está sendo pressionado a também adotar a medida.

Contudo, as restrições extremas podem impor uma parada brusca ao retorno econômico na Europa. E isso faz com que as bolsas europeias tenham nesta quarta-feira, 28, seu pior dia desde junho, com quedas em alguns momentos de até 3%.

Nos Estados Unidos, onde uma segunda onda da covid-19 também começa a se avizinhar, a preocupação é com uma possível vitória nas eleições do democrata Joe Biden. O democrata avisou que deve usar o lockdown na tentativa de conter o vírus, mesmo que a medida não tenha se mostrado a melhor alternativa para deter a disseminação da doença. Lá, as bolsas também caem, ainda que menos.

Com a aversão ao risco e a corrida dos investidores por segurança, o dólar sobe e o petróleo despenca quase 4%, já que, com isolamentos, ninguém deve usar meios de transporte movidos a combustíveis fósseis.

No Brasil, o atraso das reformas no Congresso traz preocupação quanto a um possível rebaixamento do país pelas agências de risco, o que pode fazer com que os investidores retirem recursos aqui aplicados.

Hoje também é finalizada a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Que a taxa básica de juros deve ser mantida em 2%, todos já sabem. A dúvida recai sobre a questão da cautela que pode ser solicitada pelo comitê a respeito da inflação. Afinal, o último boletim Focus, do próprio BC, aponta uma estimativa de aumento da inflação para o próximo ano, de 2,65% para 2,99%.

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