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Economia

Produção industrial recua 0,2% em maio e interrompe série de 4 altas

Na base de comparação anual, em relação a maio de 2025, a produção industrial brasileira subiu 0,2%

Imagem feita por IA de trabalhador na indústria, em alusão à matéria sobre o estudo da CNI, que mostrou que redução de jornada pode causar perda de R$ 77 bi ao PIB do Brasil
Produção industrial brasileira teve leve queda em maio, na comparação com o mês anterior, e interrompeu quatro meses seguidos de crescimento | Foto: Reprodução/Freepik

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

A produção industrial brasileira registrou uma queda de 0,2% em maio de 2026 em relação a abril, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta, conforme dados do IBGE. O setor está 4,5% acima do nível pré-pandemia, mas 13% abaixo do recorde de maio de 2011. As principais influências negativas vieram de coque e derivados de petróleo (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).

A produção industrial brasileira fechou o mês de maio com registro de queda de 0,2% em relação a abril, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho negativo da indústria nacional em maio interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de alta. Com o resultado, o setor está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13% abaixo do nível recorde atingido em maio de 2011.

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Segundo os números da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, as maiores influências negativas em maio vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).

“Ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente”, observa o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

Segundo ele, álcool etílico e gasolina foram responsáveis pelas maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.

Por outro lado, entre as atividades que tiveram crescimento na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) tiveram as maiores influências.

“A indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminaram o recuo de 2,8% registrado em abril”, destaca Macedo.

Comparação anual

Na base de comparação anual, em relação a maio de 2025, a produção industrial brasileira subiu 0,2%. Houve resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas e em oito dos 25 ramos pesquisados.

As atividades que tiveram as maiores influências positivas em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%).

Entre as atividades que recuaram na comparação ano a ano, produtos alimentícios (-3,7%) e máquinas e equipamentos (-9,5%) tiveram as maiores influências.

Acumulado do ano até maio

De acordo com os dados do IBGE, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção industrial cresceu 1,4%.

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