Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou uma nova resolução que intensifica os controles contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo no mercado de capitais, atualizando regras para identificação de riscos e monitoramento de operações. As obrigações de identificação de beneficiários finais e manutenção de registros também foram ampliadas. As mudanças ocorrem durante a reestruturação da CVM, com um plano homologado pelo ministro do STF Flávio Dino, que prevê o julgamento de 150 processos até 2026.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou uma nova resolução que amplia os controles de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa no mercado de capitais. A medida atualiza as regras aplicáveis aos participantes do setor e reforça a adoção de mecanismos de identificação de riscos, monitoramento de operações e comunicação de atividades suspeitas às autoridades competentes.
A nova regulamentação fortalece a exigência de políticas de governança, controles internos e procedimentos de diligência compatíveis com o perfil de risco de clientes, produtos e operações. Também amplia as obrigações relacionadas à identificação de beneficiários finais, à manutenção de registros e aos programas internos de conformidade.
Receba nossas atualizações
CVM vive fase de reestruturação
As mudanças ocorrem em meio ao processo de reestruturação da própria CVM. Nesta quinta-feira, 2, Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o Plano Emergencial de Reestruturação da Atividade Fiscalizatória da autarquia, mas determinou a continuidade do acompanhamento das metas previstas.
O plano estabelece o julgamento de 150 processos até o fim de 2026. Segundo informações apresentadas ao STF, mais de 90% do estoque de 1,5 mil processos pendentes já foi analisado, sendo que 30 casos com potencial sancionador receberão tratamento prioritário.
Leia também: “Babá do Brasil”, reportagem publicada na Edição 329 da Revista Oeste
A reestruturação também prevê a recomposição de 154 vagas na carreira de inspetor federal, o equivalente a cerca de 40% do quadro original desses cargos, além do fortalecimento da estrutura tecnológica e da integração entre a CVM e o Banco Central na supervisão de áreas consideradas sensíveis, como criptoativos e fintechs.
Na decisão, Flávio Dino afirmou que o fortalecimento da CVM é importante para ampliar a capacidade de fiscalização do mercado de capitais e contribuir para o combate a crimes financeiros. A ação que resultou no plano foi apresentada pelo partido Novo e discutiu a estrutura e o financiamento da autarquia.
+ Leia mais notícias de Economia na Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.