publicidade
Economia

Bombril diz que Justiça aceitou pedido de recuperação judicial; entenda

Com isso, ficam proibidas execuções de dívidas da empresa

A empresa contou que entram na conta da dívida aquisições do grupo empresarial italiano Cragnotti & Partners, que era controlador da Bombril entre 1998 e 2001
A empresa contou que entram na conta da dívida aquisições do grupo empresarial italiano Cragnotti & Partners, que era controlador da Bombril entre 1998 e 2001 | Foto: Divulgação/Bombril

A Bombril informou ao mercado e a seus acionistas na quarta-feira 12 que a Justiça aceitou seu pedido de recuperação judicial. A fabricante de palha de aço e outros produtos de limpeza havia protocolado o pedido ao alegar “contingências tributárias relevantes”.

Na última segunda-feira, 10, a Bombril informou que a falta de recolhimento de R$ 2,3 bilhões em impostos devidos à Receita Federal poderia representar uma “ameaça aos bons resultados contábeis” da companhia, expondo “riscos considerados elevados”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

A 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem determinou a nomeação da Laspro Consultores Ltda. como administradora judicial, além da suspensão de execuções contra o Grupo Bombril.

A decisão proíbe qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão ou constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens da empresa.

A Justiça também concedeu prazo de 60 dias para a empresa apresentar um plano de recuperação judicial.

Entenda a situação da Bombril

A recuperação judicial foi motivada por contingências tributárias elevadas, decorrentes de operações realizadas entre 1998 e 2001, principalmente pela aquisição de títulos de dívida estrangeiros (T-Bills). No informe de segunda-feira 10, a empresa relatou que essas transações envolveram o grupo italiano Cragnotti & Partners, controlador da Bombril na época.

+ Leia também: “Justiça decreta falência da Editora Três, responsável pela revista IstoÉ”

Atualmente, a companhia discute na Justiça processos tributários que somam cerca de R$ 2,3 bilhões. Embora possa recorrer das decisões, a Bombril afirma que não tem recursos para manter suas operações sem a recuperação judicial.

“A Diretoria considerou que o atual risco de perda nos processos judiciais representa ameaça aos bons resultados contábeis que vêm sendo obtidos pela Bombril, expondo a companhia a riscos elevados, relacionados à reavaliação da sua capacidade de adimplência por parte de fornecedores e financiadores e, no limite, à descontinuidade de determinadas relações comerciais e vencimento antecipado de dívidas”, afirmou, no comunicado aos investidores.

Principais pontos do pedido de recuperação:

  • Motivo: a empresa enfrenta processos tributários no valor de aproximadamente R$ 2,3 bilhões, referentes a autuações da Receita Federal por suposta falta de recolhimento de tributos incidentes na aquisição de T-Bills.
  • Decisão da diretoria: após uma decisão judicial desfavorável, a diretoria reavaliou a situação e decidiu reconhecer os valores nos balanços contábeis.
  • Objetivo: a empresa busca reestruturação financeira e proteção do caixa. “A medida está sendo tomada para: (i) conduzir, de forma organizada, um procedimento abrangente de negociação com todos os interessados para adequação da estrutura de endividamento, (ii) possibilitar a manutenção da normalidade operacional das atividades da companhia e de suas controladas e (iii) proteger o caixa da companhia e de suas controladas.”
  • Compromisso com credores e acionistas: a empresa acredita que a recuperação judicial permitirá manter as operações e abrir espaço para novos investimentos. “A companhia confia que, por meio da recuperação judicial, será possível atingir uma estrutura de endividamento saudável, permitindo um novo ciclo de crescimento e investimentos em benefício da coletividade dos stakeholders.”

A companhia disse à Justiça que tem condições de se recuperar e honrar dívida com credores.

+ Leia também: “Sócios da Teka acionam Justiça para barrar falência”

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.