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Economia

CNI critica fim da escala 6x1 e alerta para avanço da informalidade

Entidade afirma que proposta ignora diferenças entre setores e defende negociação coletiva para definir jornadas de trabalho

queda preços indústria Produção industrial
A discussão sobre o fim da escala 6x1 e a adoção de novos modelos de jornada tem mobilizado entidades empresariais | Foto: Reprodução/Divulgação/CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e alertou para possíveis efeitos sobre o mercado de trabalho, entre eles o aumento da informalidade e dos custos para as empresas.

Em entrevista ao canal SBT News nesta quarta-feira, 10, o presidente do conselho de relações do trabalho da CNI, Alexandre Furlan, afirmou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho precisa considerar as diferenças entre os setores da economia.

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Segundo ele, a proposta em debate no Congresso adota uma regra única para atividades que possuem realidades distintas. Furlan também criticou a forma como o tema tem avançado no Senado e disse que a tramitação ocorre sob pressão política.

Indústria tem produção estagnada, estoques altos e recuo nos empregos no 3º trimestre
A CNI sustenta que qualquer alteração deve levar em conta as particularidades de cada segmento produtivo | Foto: Reprodução/Pixabay

“O tema é legítimo, mas exige profundidade, e não a abordagem simplista que dão a ele hoje”, afirmou Furlan.

CNI defende debate técnico sobre jornada de trabalho

Para a entidade, mudanças amplas nas regras de jornada podem provocar impactos sobre a geração de empregos e a competitividade das empresas. A CNI sustenta que qualquer alteração deve levar em conta as particularidades de cada segmento produtivo.

Durante a entrevista, Furlan avaliou positivamente a proposta de jornada flexível apresentada pela oposição. Na avaliação dele, a negociação coletiva oferece um caminho mais adequado para conciliar os interesses de empregadores e trabalhadores.

O dirigente mencionou a proposta que o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, apresentou. O texto prevê modelos mais flexíveis de contratação e permite acordos adaptados às características de cada atividade econômica.

“Com essa PEC, que foi apresentada pelo senador Rogério Marinho, é muito mais fácil adaptar essas circunstâncias que são distintas”, disse Furlan. “O objetivo deve ser sempre conciliar o bem-estar dos trabalhadores com crescimento econômico e competitividade das empresas.”

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