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Economia

Brasil vende mais ao Brics do que para os Estados Unidos e União Europeia juntos

Até setembro deste ano, exportações para o bloco aumentaram 6,5%, enquanto para os norte-americanos e europeus somaram 5,8%

Dados sobre exportações do Brics são do MDIC | Foto: Reprodução/Twitter/X
Dados sobre exportações do Brics são do MDIC | Foto: Reprodução/Twitter/X

O Brasil promove mais exportações para os membros do Brics do que para os Estados Unidos e União Europeia juntos. É o que aponta um levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo as informações da pasta, o país mantém uma balança comercial positiva com os países do bloco pelo menos desde 2018. Por outro lado, o saldo com Estados Unidos e União Europeia (UE) é negativo.

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Os dados do MDIC também revelam que a relação comercial é favorável ao Brasil com os parceiros emergentes, ao contrário dos EUA e UE.

Ainda de acordo com a pasta, as exportações do Brasil cresceram de forma generalizada nos últimos anos, porém, as vendas ao Brics subiram de forma muito mais acelerada em relação aos norte-americanos e europeus.

Em 2009, Estados Unidos e União Europeia importaram US$ 45 bilhões do Brasil, enquanto Rússia, Índia e China compraram US$ 27,3 bilhões. Esse cenário mudou em 2018, quando as exportações para Estados Unidos e União Europeia atingiram US$ 83,2 bilhões, enquanto para os Brics, somaram US$ 123 bilhões.

E a tendência se manteve também em 2024. Até setembro, as exportações para o Brics aumentaram 6,5%, enquanto para os EUA e UE somaram 5,8%, em comparação ao mesmo período do ano passado.

China tem papel central em aumento nas exportações ao Brics

A China tem um papel importante nesses números. Desde que superou os Estados Unidos, em 2009, como principal parceiro comercial do Brasil, as exportações brasileiras para o país asiático cresceram 396%, a US$ 104 bilhões até o final de 2023.

Quando as exportações do Brasil para os países do Brics superaram os envios para EUA e UE, as compras feitas pela China representavam 90,2% do total do grupo. Em 2023, a fatia caiu para 84,5%.

Leia também: “Brics cria categoria de ‘Países Parceiros’ e deixa Venezuela de fora”

Dentre as exportações, o destaque vai para as commodities e insumos agrícolas. Os alimentos brasileiros vêm suprindo a necessidade de regiões com baixa produção, como as mais desérticas e as com grande população, como a China.

O Brics foi criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China. A África do Sul se juntou ao bloco em 2011. Em 2023, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Egito também se integraram ao grupo.

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esses dados fornecidos pelo ministério do baba ovo Alckmin não são confiáveis é apenas para o nove dedos fazer discursos.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    A China está comprando todo o minério de ferro do Brasil além da nossa soja e pagando com toneladas de porcarias chinesas de todos os tipos incluindo os carros elétricos de baixa qualidade e que daqui a uns anos irão poluir o meio ambiente brasileiro com suas baterias que não recicláveis

  3. MIGUEL ALEXANDRE
    MIGUEL ALEXANDRE

    As consequências virão…A genial Dilmanta com o Molusco sem caráter vão culpar quem ? Fora PT !!!

  4. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Lembro que escrevi alguma coisa a respeito da criação dos Brics na época. Outros analistas também seguiram a mesma linha. A formação de um gruestanos po “econômico” de países emergentes poderia ser uma cilada bem feita, e de longo prazo, pela China, esta sim em ascenção. Em termos geopolíticos a China – com a tradicional paciência – fomentava países pobres e endividados com o objetivo de criar um círculo protetor. A China e a Rússia colocaram em marha um plano para tornar alguns países dependentes deles incluindo alianças com o partido e posteriormente um convênio militar que foi aproximando países muçulmanos. Agora, anos depois que Lula aceitou o convite vê-se claramente que estamois totamente dependentes em tecnologia, importações e até exportações. E agora, militaramente em conluiu.

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