O presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira, 9, que a instituição prepara medidas judiciais contra ex-dirigentes envolvidos nas irregularidades investigadas no caso Banco Master. A declaração foi dada durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Segundo Souza, o banco, que é mantido pelo governo do Distrito Federal, pretende responsabilizar administradores que tenham participado de eventuais irregularidades apontadas pelas auditorias e por apurações em andamento.
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“Vamos ingressar com ação de irresponsabilidade civil contra todos os ex-administradores envolvidos”, declarou o executivo à CAE. “Embora nenhum esteja mais na atual gestão do banco.”
O presidente do BRB afirmou que a atual administração está colaborando com as investigações e trabalhando para corrigir falhas identificadas ao longo do processo.
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“Reconhecemos os desafios enfrentados pelo banco e não minimizamos a importância dos fatos apurados”, reforçou Souza. “Nosso dever é preservar o BRB, corrigir falhas, colaborar com a responsabilização de todos aqueles que cometeram irregularidades e garantir que o banco continue servindo à população com solidez, segurança e transparência.”
O BRB está no centro das investigações relacionadas ao Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro e que acabou liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado. O caso resultou na saída de Paulo Henrique Costa da presidência do banco estatal e motivou uma série de auditorias internas e externas.
Balanço e capitalização do BRB
Durante a audiência na comissão do Senado, Nelson Antônio de Souza também afirmou que o banco tem interesse em divulgar quanto antes suas demonstrações financeiras.
Segundo ele, a publicação depende da conclusão das auditorias independentes e das etapas regulatórias exigidas. “Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB”, afirmou. “Tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço.”
O presidente do banco público ainda comentou o acordo firmado entre os governos federal e do Distrito Federal para viabilizar uma operação de R$ 6,5 bilhões destinada à capitalização do BRB. Os recursos serão obtidos por meio de uma estrutura articulada com o Fundo Garantidor de Créditos.
Souza o classificou com “um acordo inédito. É uma engenharia financeira jamais vista neste país”.
“Não envolvem transferências diretas de recursos da União, nem concessão de garantia ou aval federal”, afirmou o executivo. “Trata-se de estrutura compatível com os marcos legais regulatórios vigentes.”
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